A família de Caio Júnior, ex-técnico do Vitória e da Chapecoense, conquistou uma vitória na Justiça trabalhista, determinando que o clube catarinense deve pagar indenizações por danos morais e materiais em razão de sua morte no acidente aéreo de 2016. A decisão foi proferida pela 1ª Câmara do TRT da 12ª Região e não é passível de recurso pela Chapecoense. As informações foram confirmadas pelo repórter Diego Piovezan, do ge.globo.
O processo agora se encaminha ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), a pedido da família, que irá estabelecer a base de cálculo das compensações. A expectativa é que o ministro Sérgio Pinto Martins leve em consideração critérios como a expectativa de vida de Caio Júnior, projetada em pelo menos mais 20 anos, além de determinar valores para os danos morais e materiais, a pensão mensal para a viúva Adriana Saroli e para o filho mais novo.
Além das indenizações, a viúva e o filho de Caio Júnior também devem receber o FGTS, multas e ressarcimentos. O presidente da Chapecoense, Alex Passos, afirmou que os créditos serão incluídos na Recuperação Judicial do clube. É importante ressaltar que os direitos de imagem não serão considerados na definição dos valores a serem pagos.
Legado de Caio Júnior
Caio Júnior é lembrado como um dos maiores técnicos da história do Vitória, onde conquistou uma campanha histórica no Campeonato Brasileiro de 2013, terminando em quinto lugar, além de ter se sagrado campeão baiano no mesmo ano. O ex-treinador, que também teve uma passagem pelo Bahia em 2012, viu sua trajetória ser interrompida tragicamente no acidente que vitimou 71 pessoas, incluindo jogadores e membros da comissão técnica da Chapecoense, quando o time se dirigia para a final da Copa Sul-Americana.
O desastre aéreo, que ocorreu em 29 de novembro de 2016, foi atribuído a falhas de gestão de risco, resultando em um voo com combustível insuficiente. Este episódio ainda reverbera na memória do futebol brasileiro e ganha novos desdobramentos com a definição das indenizações.







