A hora de acertar as contas com o Leão está chegando e a regra principal é clara: se você recebeu mais de R$ 35.588,00 em 2025, já pode separar os papéis. Isso inclui salário, aposentadoria e aluguéis. Na prática, quem ganhou um pouco mais de R$ 2.965 por mês no ano passado já entra na lista da Receita Federal.
Mas calma, declarar não significa que você vai pagar mais imposto. Em muitos casos, é o contrário. Fazer a declaração certinha pode garantir uma grana de volta, a famosa restituição. É a forma de o governo devolver o imposto que foi cobrado a mais durante o ano.
Outro grupo que precisa ficar de olho é quem movimentou uma bolada de dinheiro isento de imposto. Se a soma de valores como saque do FGTS, herança ou rendimento de poupança passou de R$ 200 mil em 2025, a Receita quer saber de onde veio essa grana, mesmo que não cobre imposto sobre ela.
Vendeu um carro, uma casa ou um terreno no ano passado e lucrou com isso? Então a declaração também é para você. Esse "ganho de capital", como a Receita chama o lucro na venda, precisa ser informado para evitar problemas e a temida malha fina.
Para quem se aventura na Bolsa de Valores, a regra é outra. Se o total das suas vendas de ações ou outros ativos passou de R$ 40 mil em 2025, a declaração se torna obrigatória. Mesmo vendas menores com lucro em certas operações também podem te incluir na lista.
Quem trabalha no campo também tem regras específicas. Se a sua atividade rural teve um faturamento bruto maior que R$ 177.920,00 em 2025, você precisa prestar contas ao Leão. A regra também vale para quem quer compensar prejuízos de anos anteriores.







