O Governo Federal decidiu pisar no acelerador para acabar com a jornada de trabalho 6x1. Nos próximos dias, o Planalto deve enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para fixar o limite de 40 horas semanais, exigindo que a Câmara dos Deputados vote a matéria em no máximo 45 dias sob regime de urgência.
A estratégia do presidente Lula é garantir a aprovação antes do recesso de julho e do início das campanhas eleitorais de agosto. Se os parlamentares não votarem no prazo estipulado, a pauta da Câmara fica travada, impedindo a análise de qualquer outro assunto até que a nova jornada seja decidida.
A pressa do governo acontece porque a proposta atual, que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça, é considerada lenta. O objetivo agora é forçar uma decisão rápida para que o tema não se arraste durante o período de eleições, quando o Congresso costuma ficar vazio.
Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz um alerta preocupante para o bolso do trabalhador. Segundo um estudo da entidade, a mudança pode causar um aumento médio de 6,2% nos preços de produtos e serviços em todo o país.
Na prática, o cidadão sentiria o peso no dia a dia: as compras no supermercado podem subir 5,7%, enquanto serviços básicos como cortes de cabelo e manicure podem ficar 6,6% mais caros. A CNI alega que o custo da mão de obra será repassado para o consumidor final.
O setor produtivo defende que o debate deveria ser feito com mais calma após as eleições. Para os empresários, a redução das horas trabalhadas sem aumento da produtividade vai encarecer toda a cadeia de insumos, afetando principalmente a indústria e o comércio.







