A proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1 ganhou um prazo definitivo para avançar na Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), confirmou que a votação do texto acontecerá na próxima quarta-feira, dia 15 de abril.
De acordo com o cronograma oficial, o relator da matéria, deputado Paulo Azi (União-BA), deve apresentar seu parecer final na terça-feira (14). Se aprovada pela CCJ, a proposta segue para uma comissão especial, onde os deputados vão discutir detalhadamente o mérito e os impactos da mudança para os trabalhadores e empresas.
A decisão foi anunciada após o encerramento de um ciclo de audiências públicas que ouviu representantes do setor produtivo, sindicatos e sociedade civil. O debate final focou no setor de turismo, fechando a fase de consultas antes da decisão dos parlamentares.
Durante as discussões, o relator Paulo Azi rebateu o pessimismo de entidades empresariais que preveem queda no PIB e demissões em massa. O deputado lembrou que previsões catastróficas semelhantes foram feitas em 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais, mas os efeitos negativos não se confirmaram na prática.
A movimentação no Congresso ocorre após o governo federal abrir mão de apresentar um projeto próprio sobre o tema. Com isso, a PEC 8/2025 se torna o caminho principal para a tentativa de reduzir a carga horária semanal no Brasil, buscando um modelo de 40 ou 36 horas.
Para o presidente da CCJ, o processo foi conduzido com transparência e garantiu voz a todos os lados interessados. Agora, a expectativa gira em torno do voto dos deputados na próxima semana, o que pode mudar a rotina de milhões de brasileiros que hoje trabalham seis dias para folgar um.







