Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Emprego

Correios precisam de R$ 8 bilhões extras e propõem demissão

Os Correios buscam R$ 8 bilhões em dinheiro extra e lançam plano de reestruturação com PDV para 15 mil funcionários e venda de imóveis para cortar gastos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
30 de dezembro, 2025 · 00:03 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os Correios precisam levantar mais R$ 8 bilhões em dinheiro até 2026 para complementar um plano financeiro. A informação foi dada pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante um encontro com a imprensa nesta segunda-feira (29).

Publicidade

A empresa conseguiu aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados. No entanto, o valor total que a estatal considerava ideal era de R$ 20 bilhões. Segundo Rondon, a oferta para conseguir os R$ 20 bilhões completos envolvia juros muito altos. Por isso, os Correios optaram por um valor menor, com condições financeiras que ele considerou “mais adequadas para a necessidade da empresa”.

“Permanece a necessidade de conseguir R$ 8 bilhões”, destacou o presidente dos Correios, reforçando o desafio financeiro da companhia.

Plano de Reestruturação busca cortar gastos e gerar dinheiro extra

Ao mesmo tempo em que busca novos recursos, a empresa também apresentou um plano de reestruturação ambicioso. A meta é reduzir os gastos em até R$ 4,2 bilhões por ano. Entre as principais medidas está um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que pode levar à saída de até 15 mil funcionários.

  • Demissões Voluntárias: A previsão é que 10 mil desligamentos aconteçam em 2026 e outros 5 mil em 2027.
  • Economia do PDV: A estimativa é gerar uma economia anual de até R$ 2,1 bilhões, com todo o efeito sentido a partir de 2028.
Publicidade

Além de permitir a saída de quem quiser, os Correios também planejam vender imóveis que não são usados nas operações da empresa. Essa venda pode gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em dinheiro extra, ajudando a completar a necessidade de fundos da estatal.

Greve de funcionários e negociações em andamento

Todo esse anúncio acontece em meio a uma greve dos trabalhadores dos Correios, que começou em 16 de dezembro. O movimento ganhou força depois que a maioria dos sindicatos rejeitou a proposta de acordo de trabalho para os anos de 2025 e 2026.

Uma negociação com a intermediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi feita na última sexta-feira (26), mas não houve acordo. Uma nova rodada de negociação está marcada para esta segunda-feira, às 14h. A decisão judicial sobre o impasse entre a empresa e os trabalhadores deve ser divulgada nesta terça-feira (30).

Leia também