A Caixa Econômica Federal começou nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, uma nova etapa de pagamentos das cotas antigas do PIS/Pasep. O benefício vale para quem pediu o ressarcimento até 31 de julho.
Nesta rodada, os valores liberados ficam, em média, entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil por trabalhador. A quantia exata varia de pessoa para pessoa, conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época.
É importante não confundir esse dinheiro com o abono salarial do PIS/Pasep pago atualmente. Trata-se de um fundo criado ainda na década de 1970, formado por valores que trabalhadores e servidores públicos acumularam entre 1971 e 1988 e nunca chegaram a sacar.
Esse sistema de cotas foi extinto com a Constituição de 1988, quando passou a valer o modelo atual do abono salarial. Os recursos que ficaram parados foram transferidos para o FGTS em 2020 e, depois, repassados ao Tesouro Nacional.
Tem direito ao ressarcimento quem teve carteira assinada ou atuou no serviço público no período entre 1971 e 1988. Caso o titular já tenha morrido, herdeiros ou dependentes legais também podem solicitar o valor, desde que comprovem a relação com a pessoa falecida por meio de documentos como certidão de dependentes, autorização judicial ou comprovante de vínculo.
A consulta pode ser feita pelo sistema Repis Cidadão, que exige conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, ou pelo aplicativo do FGTS. O próprio app permite fazer o pedido, dentro do menu de opções extras, com envio de documentos e acompanhamento do andamento. Quem preferir também pode ir pessoalmente a uma agência da Caixa, levando documento oficial com foto.
O pagamento é feito por depósito em conta bancária. Quem não tem conta na Caixa recebe o valor em uma poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem ainda não solicitou o ressarcimento tem prazo até setembro de 2028 para fazer o pedido. Depois dessa data, os valores não reclamados passam a ser incorporados de forma definitiva ao Tesouro Nacional.







