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BYD entra para a 'lista suja' do trabalho escravo após flagrante em obra na Bahia

Montadora chinesa foi incluída em cadastro do Ministério do Trabalho após resgate de chineses em Camaçari

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
07 de abril, 2026 · 14:24 1 min de leitura

A montadora chinesa BYD passou a integrar a atualização da "lista suja" do Ministério do Trabalho e Emprego. A inclusão aconteceu após a fiscalização flagrar trabalhadores em condições análogas à escravidão durante as obras da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

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O caso que levou o nome da gigante dos carros elétricos para o cadastro negativo envolveu o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. No local, as autoridades encontraram alojamentos precários, sem higiene e com vigilância armada para impedir que os funcionários saíssem das instalações.

Além da falta de liberdade, os fiscais identificaram a retenção de passaportes e contratos com cláusulas ilegais. Os operários eram submetidos a jornadas exaustivas, sem direito ao descanso semanal, o que chegou a causar acidentes de trabalho devido ao cansaço extremo dos profissionais.

A investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) revelou ainda que os estrangeiros entraram no Brasil de forma irregular. Eles possuíam vistos para serviços especializados, mas acabavam executando funções braçais pesadas na construção civil, diferentes do que constava nos documentos.

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Na época do flagrante, a BYD tentou se afastar da responsabilidade, culpando uma construtora terceirizada pelas irregularidades. A montadora afirmou que não tolera desrespeito às leis brasileiras e que encerrou o contrato com a empresa responsável pela mão de obra logo após o ocorrido.

Mesmo com as justificativas, o MPT-BA firmou um acordo de R$ 40 milhões com a BYD e outras duas empreiteiras no final de 2025. O valor foi definido após uma ação civil pública por trabalho escravo e tráfico de pessoas, visando reparar os danos causados aos trabalhadores resgatados.

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