O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de dar um grande passo para o agronegócio baiano, aprovando um financiamento de R$ 950 milhões para a empresa Inpasa Agroindustrial. O dinheiro será usado para construir a sexta biorrefinaria da companhia no Brasil, que ficará em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
A notícia, divulgada nesta segunda-feira (12) pela empresa pública federal, promete um impulso significativo para a região, combinando produção de energia limpa e geração de empregos. A nova unidade será dedicada à fabricação de etanol, tanto anidro quanto hidratado, usando como matéria-prima milho, sorgo e outros grãos.
Muitos empregos à vista
A construção da biorrefinaria trará uma enxurrada de oportunidades de trabalho para a região. A Inpasa estima que, durante a fase de obras, serão criados cerca de 300 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos. É um movimento que impacta diretamente a economia local.
Mas os benefícios não param por aí. Depois que a usina estiver pronta e funcionando, a previsão é de que ela gere entre 450 e 500 empregos diretos, principalmente para operar as máquinas e tocar todo o processo industrial da unidade. Esses números destacam a importância do projeto para a empregabilidade em Luís Eduardo Magalhães.
Investimento verde e robusto
Do montante total aprovado pelo BNDES, R$ 350 milhões virão do Fundo Clima, uma iniciativa criada em 2009 e ligada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que o BNDES administra como gestor dos recursos reembolsáveis. Os outros R$ 600 milhões virão da linha Finem, uma modalidade de crédito do banco voltada para projetos de investimento em diversos setores da nossa economia.
A escolha de Luís Eduardo Magalhães para receber essa megaestrutura não foi por acaso. Segundo a Inpasa, a cidade é um polo importante do agronegócio e tem um enorme potencial para aumentar a produção de grãos, o que garante a matéria-prima necessária para a usina.
Com uma área de 125.280,50 m² na zona rural do município, a biorrefinaria tem tudo para ser um marco. A expectativa do BNDES é que a produção da nova planta atinja sua capacidade máxima já em 2027, contribuindo de forma substancial para a oferta de etanol no país e fortalecendo a economia da Bahia.







