O boom da inteligência artificial (IA) está trazendo benefícios inesperados para trabalhadores da construção civil nos Estados Unidos. Com a crescente demanda por data centers, operários têm registrado aumentos salariais significativos, entre 25% e 30%, em comparação aos seus empregos anteriores.
Uma reportagem do The Wall Street Journal revela casos como o de DeMond Chambliss, de 51 anos, que trocou seu pequeno negócio de drywall em Columbus, Ohio, para supervisionar uma equipe de 200 trabalhadores em um canteiro de data center, alcançando um rendimento anual superior a US$ 100 mil (aproximadamente R$ 534 mil). Outros, como Marc Benner, de 60 anos, especialista em segurança elétrica em Oregon, conseguem salários anuais de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,2 milhão).
Além dos altos salários, as empresas do setor têm oferecido benefícios para atrair mão de obra qualificada, como barracas aquecidas para pausas, almoço gratuito e bônus diários que podem chegar a US$ 100 adicionais por dia. Este ambiente atrativo é necessário devido à escassez de profissionais, especialmente eletricistas e encanadores, que está em torno de 439 mil em todo o país.
A corrida por capacidade computacional para IA, impulsionada por gigantes como Amazon, Google e Microsoft, tem gerado uma pressão significativa no setor de construção. A Amazon, por exemplo, já anunciou um investimento de US$ 15 bilhões (R$ 80,8 bilhões) para a criação de novos data centers no norte de Indiana.
Esse descompasso entre a elevada demanda e a oferta limitada de mão de obra especializada transformou os canteiros de data centers em lugares estratégicos, oferecendo uma rara oportunidade de estabilidade e valorização profissional para os trabalhadores da construção civil.







