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Cultura

Zuenir Ventura, nome histórico da imprensa, morre no Rio aos 95 anos

Membro da Academia Brasileira de Letras morreu em casa após pneumonia; velório ocorre nesta quarta-feira no Rio

Redação ChicoSabeTudo
23 de setembro, 2026 · 07:11 2 min de leitura

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele tinha 95 anos. A Academia Brasileira de Letras (ABL) informou que a causa da morte foi uma pneumonia.

Zuenir era o sétimo ocupante da Cadeira nº 32 da ABL. Ele foi eleito em 30 de outubro de 2014, na sucessão de Ariano Suassuna, e recebido pela instituição em 6 de março de 2015.

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1931, Zuenir era bacharel e licenciado em letras neolatinas. Também foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Antes da carreira jornalística, trabalhou como pintor de parede, office-boy e arquivista.

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Ele começou na imprensa em 1956, como arquivista, na Tribuna da Imprensa, conforme informação do Ministério da Cultura. Depois, passou por Correio da Manhã, Jornal do Brasil e O Globo. Também trabalhou nas revistas Fatos & Fotos, Cruzeiro, Visão e Veja. Ao longo da carreira, exerceu funções de repórter, colunista, editor, chefe de reportagem e diretor de redação.

Entre os livros publicados por Zuenir estão 1968 — O ano que não terminou, que vendeu centenas de milhares de cópias, e Cidade partida. A segunda obra é um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro e rendeu ao autor o Prêmio Jabuti de Reportagem.

O presidente da ABL, Merval Pereira, afirmou: “Zuenir Ventura era o jornalista que todos queríamos ser. Era nosso espelho”.

Segundo a ABL, Zuenir deixa a mulher, Mary, e dois filhos, Elisa e Mauro. O velório será realizado nesta quarta-feira, 23 de setembro, na Academia Brasileira de Letras. O enterro está previsto para o mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

As fontes consultadas não registram manifestações específicas sobre a morte em Jeremoabo, Paulo Afonso ou outros municípios da região. O fato confirmado ocorreu no Rio de Janeiro e tem alcance nacional.

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