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Galvani e Aldini: a revolução da bioeletricidade no século XVIII

Luigi Galvani e Giovanni Aldini exploraram a bioeletricidade, inspirando avanços científicos e obras literárias como 'Frankenstein'.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
11 de novembro, 2025 · 06:09 1 min de leitura
“Frankenstein” nasceu de verdadeiros choques elétricos: conheça o legado do galvanismo (Imagem: KIT8 / iStock)
“Frankenstein” nasceu de verdadeiros choques elétricos: conheça o legado do galvanismo (Imagem: KIT8 / iStock)

No século XVIII, o médico italiano Luigi Galvani investigou o funcionamento dos nervos em rãs, e suas experiências revelaram fenômenos que desbravaram os primórdios da bioeletricidade. Durante uma dissecação, um assistente tocou um nervo de uma rã com um bisturi metálico, fazendo com que a perna do animal se movesse após uma faísca produzida. Intrigado, Galvani investigou mais afundo e descobriu que esse movimento extraordinário poderia ser reproduzido utilizando circuitos elétricos.

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Galvani pendurou pernas de rãs dissecadas em ganchos metálicos expostos a tempestades e observou contrações musculares desencadeadas por relâmpagos. Ao conectar metais e nervos, ele criou o galvanismo, caminho que pavimentou a compreensão sobre impulsos elétricos no corpo.

As contribuições de Galvani influenciaram diretamente a criação literária de Mary Shelley, que publicou Frankenstein: ou o Prometeu Moderno em 1818. A eletricidade, na obra, simboliza uma força capaz de dar vida, inspirada pelos experimentos de Galvani.

Pós o falecimento de Galvani, seu sobrinho, Giovanni Aldini, levou o galvanismo a um nível mais sombrio, aplicando choques elétricos em animais como bois e cães, além de cadáveres humanos. Os relatos de suas demonstrações públicas eram de horror e fascínio, com testemunhas descrevendo expressões contorcidas de criminosos executados e movimentos involuntários em corpos sem vida.

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As experiências de Aldini não apenas assombraram a sociedade da época, mas também moldaram o imaginário da ficção científica, tocando em temas de poder científico e limites éticos. O impacto desses acontecimentos é sentido até hoje, refletindo-se nas discussões contemporâneas sobre bioética e avanços na neurociência.

O legado dessas investigações persiste como uma lembrança dos primórdios da eletricidade aplicada à biologia, mantendo viva a inquietação sobre os limites entre vida e morte.

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