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De carrinho de mão a loja própria: a família que vende São João o ano inteiro em Maceió

Há 35 anos, Jailton Oliveira e a esposa Cícera transformaram receitas de milho e coco em um negócio que criou quatro filhos e conquistou clientes fiéis na Avenida Rotary.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
02 de junho, 2026 · 12:21 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Pamonha, canjica, mungunzá e bolo de milho: para muita gente, essas iguarias só aparecem no calendário em junho. Para Jailton Oliveira, o seu Jair, e a esposa Cícera, elas são o sustento de uma família inteira há 35 anos — e chegam à mesa do cliente de segunda a sábado, o ano todo.

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A história começa no bairro do Pinheiro, em Maceió. Com um carrinho de mão carregado de quitutes artesanais, Jailton percorria as ruas até a Avenida Rotary, onde uma fila já o esperava na porta da Panificação Nossa Senhora. Ninguém saía de mãos vazias.

Segundo informações divulgadas pelo portal TNH1, a rotina de produção começa cedo, com o cheiro de milho tomando conta da cozinha. Por dia, são cerca de 50 espigas de milho processadas — e no período junino, essa quantidade salta para 20 mãos diárias. O leite de coco é natural, extraído na própria casa a partir de mais de 35 cocos por dia.

A qualidade artesanal é o que fideliza a clientela. O frescor e o sabor natural são o segredo da cozinha da Cícera Farias, esposa do Jailton. O atendimento só começa às 16h30, mas já pelas 15h já tem cliente aguardando na porta.

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A partir desse horário, saem pamonhas, canjicas com leite de coco, mungunzá e bolos caseiros de milho e de macaxeira — tudo preparado de forma artesanal, com receitas passadas de geração em geração. O cardápio cresceu ao longo dos anos e hoje oferece sopas de legumes, cuscuz recheado, arroz-doce, torta salgada de frango e tapiocas recheadas, além de encomendas de pamonhas recheadas com camarão e charque.

Desde 2020, a Pamonharia do Jair funciona em uma pequena loja ao lado da padaria, consolidando uma transição que levou décadas. A empresa foi formalizada em junho de 2020, com o CNPJ registrado em nome da filha Marília Farias de Oliveira. Um detalhe que diz muito: Marília foi a primeira da família a ingressar na universidade, tornando-se advogada, sem abandonar o negócio que a criou.

Seu Jailton, dona Cícera e sua família são empreendedores natos. O casal criou os filhos só com a venda das comidas juninas. São quatro filhos no total, e a trajetória deles é reflexo direto do trabalho incansável dos pais.

O contexto favorece quem aposta na tradição. A Festa Junina é um terreno fértil para o empreendedorismo criativo. Um dos segmentos mais lucrativos é o de comidas típicas, com destaque para pamonha, canjica, bolo de milho, cuscuz e curau. Para 2025, a expectativa é de crescimento de até 20% no consumo de comidas típicas nessa época do ano.

A Pamonharia do Jair funciona de segunda a sábado, das 16h30 às 20h, na Rua Djalma Mendonça, 465, na Avenida Rotary, em Maceió. Canjica a partir de R$ 8,00 e mungunzá a R$ 9,00. Encomendas pelo Instagram @pamonhariadojair.

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