A influenciadora digital Bella Longuinho, de 23 anos, compartilhou nas redes sociais um comparativo de fotos de antes e depois da transição de gênero e chamou a atenção do público ao perguntar aos seguidores: “Mudei muito?”. As imagens mostram mudanças no rosto e no corpo desde o início do processo, em 2025, incluindo procedimentos estéticos e a cirurgia de redesignação sexual realizada na Tailândia. Segundo dados divulgados pela imprensa, Bella reúne hoje uma base de milhões de seguidores, o que amplia o alcance da publicação e das discussões sobre sua trajetória de transição de gênero.
Antes de assumir publicamente a identidade feminina, Bella ficou conhecida na internet pelo personagem “Zé Longuinho”, descrito por ela como um “gay afeminado e bombado”, com forte presença em vídeos de humor e conteúdos de treino de alta intensidade. Ao longo de 2025, a influenciadora passou a registrar nas redes mudanças graduais no visual e na forma de se apresentar ao público, até anunciar a transição de gênero de maneira aberta e contínua.
Em abril de 2025, Bella comunicou oficialmente a mudança de nome e identidade social, afirmando que deixaria o antigo personagem para trás. Em depoimentos reproduzidos por diferentes veículos de comunicação, ela declarou que se despedia do nome Zé Longuinho e que aquele seria o momento de Isabella, reforçando que já não se identificava com a antiga persona. A mudança marcou uma nova fase de sua vida pessoal e profissional, em que a identidade de gênero passou a ser apresentada de forma direta ao público.
Paralelamente à transição social e à mudança de nome, Bella relatou ter realizado procedimentos de feminilização facial e colocação de próteses de silicone nos seios, além de ajustes corporais que a afastaram do físico mais musculoso associado à fase em que era reconhecida como Zé Longuinho. Em declarações à imprensa e em publicações nas redes, ela destacou que essas etapas integraram o processo de alinhar sua imagem exterior à identidade de gênero que já vivenciava internamente.
A fase mais recente da transição de Bella inclui a cirurgia de redesignação sexual, feita na Tailândia, país frequentemente citado em reportagens como referência mundial nesse tipo de procedimento para mulheres trans. Em respostas a seguidores, a influenciadora afirmou que a escolha do país asiático não foi motivada apenas por questões financeiras, mas principalmente pela reputação das equipes médicas e pela estrutura dedicada ao atendimento de pessoas trans em busca da cirurgia.
De acordo com os relatos, clínicas especializadas na Tailândia realizam esse tipo de cirurgia diariamente, o que, na avaliação de Bella, se traduz em elevada experiência da equipe e em menor risco de complicações. Outro ponto enfatizado por ela foi o pacote de cuidados oferecido após a operação, com acompanhamento intensivo durante o período de recuperação, inclusive com suporte em hospital e hotel médico.
Em conteúdos publicados no Instagram e reproduzidos por veículos de entretenimento, Bella informou que o custo da cirurgia de redesignação sexual na Tailândia foi de aproximadamente 115 mil reais. Segundo a influenciadora, orçamentos obtidos no Brasil indicavam valores em torno de 130 mil reais para procedimentos semelhantes. Ela explicou que, ao somar passagens aéreas e estadia, o valor total no exterior se aproximaria do que pagaria em território brasileiro, mas com a diferença do suporte pós‑operatório prolongado.
A influenciadora detalhou que o planejamento cirúrgico incluía cerca de sete dias de internação hospitalar logo após o procedimento, seguidos de aproximadamente 21 dias em um hotel vinculado à estrutura médica, período em que seria acompanhada por enfermeiras e pela equipe responsável pela cirurgia. Esse formato, segundo ela, proporcionaria mais segurança no processo de cicatrização e na adaptação às novas condições corporais.
Bella também explicou a técnica cirúrgica utilizada, identificada como PPV (pênis, pélvico e vaginal). De acordo com os relatos reproduzidos na imprensa, a metodologia combina o uso de pele da região genital com tecido da parede abdominal para a construção da neovagina, buscando profundidade e funcionalidade semelhantes às de mulheres cisgênero. A influenciadora afirmou que, conforme orientação de seus médicos, a técnica preserva nervos importantes da região, o que permitiria manutenção de sensibilidade e possibilidade de orgasmo.
Em respostas a dúvidas recorrentes dos seguidores, Bella comentou que a cirurgia não se limita à criação de um “espaço” anatômico, mas envolve também aspectos funcionais, como lubrificação e conforto no dia a dia, dentro dos limites que a medicina oferece para esse tipo de procedimento. Ela reforçou ainda que, mesmo se o foco fosse apenas estético, a decisão pela cirurgia estava ligada ao desejo de se sentir à vontade com o próprio corpo, inclusive em situações simples, como usar biquíni com tranquilidade.
A publicação com fotos de antes e depois da transição gerou grande volume de comentários em perfis oficiais e em reproduções feitas por portais de notícias. Entre as respostas, seguidores destacaram as diferenças entre as imagens associadas ao período em que Bella era conhecida como Zé Longuinho e o visual atual, já em fase avançada de transição. Comentários ressaltaram tanto a transformação física quanto a forma como a influenciadora vem compartilhando o processo com o público.








