A capital sergipana vai ganhar um dos eventos mais simbólicos do calendário junino de 2026 logo na virada do mês. Na próxima segunda-feira, 1º de junho, às 19h30, o Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, no coração de Aracaju, recebe a abertura da exposição Altares Juninos em Louvor a Santo Antônio. A mostra coletiva reúne obras de 20 artistas locais, cada um com um altar dedicado ao santo casamenteiro a partir de temáticas e expressões culturais próprias.
A iniciativa é da Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). Segundo informações divulgadas pela organização, a exposição fica aberta para visitação gratuita até o dia 30 de junho, no horário de funcionamento do espaço: diariamente, das 8h às 17h.
A programação dos primeiros 13 dias é ainda mais intensa. Entre 1º e 13 de junho, o público pode acompanhar, das 19h30 às 21h, 13 rezas noturnas em homenagem a Santo Antônio — uma por noite, conduzidas pelos próprios artistas participantes da mostra. A prática faz referência direta à trezena do santo, tradição que acontece nos treze dias antecedentes à sua festa, celebrada em 13 de junho.
O dia 12 de junho reserva uma programação fora do comum: apresentações de transformismo, desfile de moda, música e dança vão ocupar o espaço em uma proposta que, segundo a organização, une tradição, arte e diversidade. A noite promete ser um dos pontos altos da mostra.
Para a coordenadora do Centro Cultural, Salete Martins, o evento vai além de uma celebração religiosa. Em declaração divulgada pela prefeitura, ela destaca que a mostra "reafirma o papel do Centro Cultural como guardião da memória e incentivador das tradições populares sergipanas", e representa "um reencontro da cidade com suas raízes culturais".
A ligação entre Santo Antônio e Aracaju é histórica. A iniciativa tem como um dos principais objetivos reavivar as tradições e perpetuar a cultura de devoção a Santo Antônio, que não por acaso dá nome ao bairro onde surgiu a cidade de Aracaju. Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era um frade franciscano, nascido no ano de 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália.
A prática dos altares domésticos em junho também tem raízes profundas no Nordeste. Segundo a tradição local, a exposição é uma forma de reforçar a tradição dos altares e das rezas, muito comum entre as famílias nordestinas, que nos dias de hoje está um tanto quanto escassa. A mostra em Aracaju vem cumprindo esse papel há anos, reunindo artistas, escolas e instituições para manter esse costume vivo na capital sergipana.
O Centro Cultural de Aracaju, administrado pela Funcaju, é um dos mais importantes equipamentos culturais da capital. O local, que é o marco zero da cidade e o prédio mais antigo de Aracaju, abriga exposições de arte, mostras fotográficas, espetáculos e ações formativas que estimulam o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
O espaço está localizado na Praça General Valadão, no Centro de Aracaju. Mais informações pelo telefone (79) 3214-5387 ou (79) 3214-5325, e pelas redes sociais da Funcaju.







