Última hora
Publicidade
PMPA - 5736
Serviço

Supertempestade Gannon 2024 encolhe plasmasfera e causa auroras

A supertempestade Gannon de 2024 encolheu a plasmasfera em 80%, causando auroras surpreendentes em locais inesperados como o sul dos EUA.

Redação ChicoSabeTudo
20 de novembro, 2025 · 20:42 2 min de leitura
(Imagem: Lia Koltyrina / Shutterstock.com)
(Imagem: Lia Koltyrina / Shutterstock.com)

A supertempestade geomagnética que ocorreu de 10 a 11 de maio de 2024 não se destacou apenas pelas impressionantes auroras vistas em regiões incomuns, mas também por seus efeitos devastadores na camada protetora da Terra. Conhecida como Gannon Superstorm, em homenagem à pesquisadora Jennifer Gannon, a tempestade fez a plasmasfera, a camada de partículas carregadas que cerca o planeta, encolher em 80%, resultando em uma compressão sem precedentes.

Publicidade

O evento, registrado pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão através do satélite Arase, revelou que o limite externo da plasmasfera caiu de 44 mil para apenas 9,6 mil quilômetros acima da superfície terrestre. Essa compressão expôs várias naves em órbitas geossíncronas a um nível de radiação mais intensa, aumentando o risco para equipamentos orbitais e a saúde de astronautas.

A compressão da plasmasfera permitiu que partículas energéticas atingissem regiões mais ao sul, resultando em relatos de auroras que surpreenderam espectadores em locais como o sou do Estados Unidos e o México. A ocorrência de espectáculos luminosos em latitudes tão baixas despertou grande interesse público e científico, destacando a complexidade dos fenômenos climáticos espaciais.

Pesquisadores liderados por Atsuki Shinbori, da Universidade de Nagoya, notaram que o processo de recuperação da plasmasfera durou mais de quatro dias, o que é o dobro da duração observada em tempestades anteriores. Essa lentidão foi atribuída a um fenômeno chamado de “tempestade negativa”, que afetou a química da alta atmosfera e dificultou a reposição das partículas que sustentam a plasmasfera.

Publicidade

Além de desviar o sinal de GPS e interferir nas operações de satélites, a supertempestade provocou falhas elétricas temporárias em satélites e afetou equipamentos agrícolas que dependem da navegação por satélite. Com essas novas informações, a comunidade científica busca entender melhor os impactos de eventos como a Gannon Superstorm, essenciais para a elaboração de estratégias de mitigação em futuras tempestades solares.

Publicidade

Leia também