A Polícia Federal investiga o cantor Alexandre Pires na Operação Disco de Ouro, que apura extração ilegal de cassiterita em terras dos povos Yanomami, em Roraima. A operação também investiga possíveis fraudes relacionadas à venda do mineral.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, um grupo brasileiro teria enviado pó de brita no lugar da cassiterita negociada com uma multinacional europeia. A polícia já havia apreendido 30 toneladas do mineral durante investigações sobre atividades ilegais ligadas ao garimpo.
A investigação resultou na prisão de Diego Possebon. Matheus Possebon foi apontado como parte do núcleo financeiro da organização, segundo as informações sobre a operação. Empresárias contratadas pelo grupo afirmaram que foram enganadas sobre a legalidade das atividades e colaboraram com as autoridades.
Também foram identificadas transações financeiras suspeitas ligadas a Alexandre Pires por meio de empresas controladas pelos irmãos Possebon. O caso ainda está sob investigação, e as autoridades buscam esclarecer as ligações financeiras entre os envolvidos e os repasses feitos a contas associadas ao cantor.
A defesa de Alexandre Pires afirma que o artista não participa diretamente do esquema criminoso. Segundo o advogado, a única ligação do cantor seria com Matheus Possebon, seu ex-empresário.
A investigação continua para esclarecer a origem e o destino dos valores analisados pela Polícia Federal. Até o momento, não há conclusão judicial sobre a responsabilidade dos investigados.







