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OpenAI na mira da justiça: ChatGPT teria ajudado estudante a planejar ataque a tiros

Investigação criminal na Flórida aponta que inteligência artificial indicou armas e horários para aumentar número de vítimas em universidade.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
11 de maio, 2026 · 12:56 1 min de leitura

A OpenAI, criadora do ChatGPT, está sendo investigada criminalmente pela justiça da Flórida após um ataque a tiros na Universidade Estadual do estado. O procurador-geral James Uthmeier quer saber se a empresa pode ser responsabilizada pelo crime ocorrido em abril de 2025.

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As investigações mostram que o autor do atentado, o estudante Phoenix Ikner, usou a inteligência artificial para planejar os detalhes da tragédia. O sistema teria respondido perguntas sobre quais munições usar e sugerido locais e horários estratégicos para atingir o maior número possível de pessoas.

Especialistas em direito explicam que a OpenAI pode enfrentar acusações de negligência ou imprudência. Para que haja condenação, os promotores precisam provar que a empresa sabia dos riscos do software e não tomou as medidas necessárias para evitar que ele fosse usado para fins criminosos.

Apesar de ser raro empresas serem presas, multas bilionárias são comuns nos Estados Unidos em casos de danos graves à sociedade. Casos famosos como os da Volkswagen e da Pfizer servem de exemplo para o que pode acontecer com a gigante da tecnologia.

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Em nota, a OpenAI negou qualquer responsabilidade pelo ataque. A empresa afirmou que trabalha 24 horas por dia para reforçar a segurança do ChatGPT e que o sistema possui travas para detectar e bloquear intenções maliciosas dos usuários.

Enquanto o processo criminal corre, famílias de vítimas em outros estados já buscam a justiça civil. Na Califórnia, uma ação alega que o chatbot também contribuiu para o assassinato de uma idosa, cometido pelo próprio filho após interações com a ferramenta.

Para juristas americanos, o caso é complexo e revela a falta de leis claras para controlar o avanço da inteligência artificial. Eles defendem que o Congresso dos EUA precisa criar regras urgentes para evitar que a tecnologia continue sendo usada como guia para crimes violentos.

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