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Nova tecnologia nuclear chinesa transforma água do mar em potável e promete fim da sede

Sistema inovador utiliza calor de reatores para abastecer cidades inteiras com água doce, sem poluir o meio ambiente

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
05 de maio, 2026 · 21:11 1 min de leitura

Uma inovação vinda da China promete resolver o problema da falta de água doce no mundo usando o calor gerado por usinas nucleares. A tecnologia, implementada no projeto de Haiyang, reaproveita o vapor das turbinas que antes era desperdiçado para transformar água salgada em água própria para o consumo.

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O processo funciona de forma inteligente: a estrutura capta o calor excedente dos reatores e o utiliza para aquecer a água do mar até que ela evapore. Com isso, o sal é separado do líquido de maneira natural e eficiente, garantindo uma produção ininterrupta de milhões de litros por dia.

Diferente dos métodos tradicionais, que gastam muita energia e queimam combustíveis fósseis, essa técnica nuclear tem emissão zero de poluentes. Isso significa que é possível abastecer casas e indústrias sem soltar fumaça tóxica ou aumentar o efeito estufa na atmosfera.

Além de ser mais ecológica, a novidade é muito mais barata. Como o sistema usa uma energia que já seria descartada pela usina, o custo para purificar a água cai drasticamente, tornando o recurso mais acessível para a população e para as fábricas da região.

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Atualmente, a maioria das cidades que precisam tirar sal da água usa a chamada osmose reversa, um método caro e que depende de muita eletricidade. O modelo chinês mostra que a energia atômica pode ser uma saída viável para proteger rios e lençóis freáticos que já estão secando.

Com a operação em escala industrial, a usina de Haiyang prova que é possível garantir segurança hídrica para metrópoles inteiras. A tecnologia agora surge como uma esperança para regiões que sofrem com a seca severa e precisam de fontes alternativas de água.

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