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Mercado de usados registra alta de preços na Bahia em agosto

Estado teve avanço de 0,73% no mês, enquanto o Brasil recuou 0,01%; vendas cresceram na Grande Salvador

Redação ChicoSabeTudo
09 de setembro, 2026 · 13:16 2 min de leitura

Os preços dos carros usados subiram 0,73% na Bahia em agosto, mesmo com o mercado nacional registrando leve recuo de 0,01% no período. O dado é do Índice BV Auto, elaborado pela 4intelligence com base em transações financiadas pelo banco BV.

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Com o resultado, a Bahia teve o oitavo maior avanço entre os estados no mês. O Piauí liderou o ranking nacional, com alta de 1,27%. Em 12 meses, os usados baianos valorizaram 5,37%, acima da média nacional de 5,12%. Sergipe teve alta acumulada de 6,18%.

Apesar da alta nos preços, o volume de negócios caiu. Foram negociados 32.510 automóveis usados na Bahia em agosto, uma queda de 6% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, porém, houve crescimento de 7,6%. Somando os veículos comerciais leves, o total chegou a 40.592 unidades no estado.

Na Região Metropolitana de Salvador, as vendas de automóveis cresceram 12,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas de seminovos com até três anos de uso subiram 18,4% em 12 meses, enquanto os veículos com 13 anos ou mais tiveram alta de 16,9%.

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O presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores da Bahia (Assoveba), Ari Pinheiro Jr., afirmou que o cenário observado pelos lojistas locais é diferente do indicado pelo índice.

"A gente não sentiu esse aumento. Na prática, sentimos que houve uma queda de preços também na nossa praça", disse.

Segundo Pinheiro Jr., o consumidor baiano está mais cauteloso. "O mercado de agosto foi menor do que o de julho. Ainda estamos passando por uma turbulência e o consumidor está na fase de pesquisa e escolha. Acredito que setembro tenha uma melhora, porque existe uma demanda reprimida muito forte na Bahia", declarou.

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O dirigente também comentou sobre a valorização de modelos que saíram de linha e a situação dos carros elétricos usados. Segundo ele, populares descontinuados continuam procurados no mercado. "Não tem mais o carro zero, então esses modelos estão sendo muito procurados e, com isso, ficam valorizados", afirmou.

Já os elétricos lançados em 2023 enfrentam desvalorização de 46,15% até agosto, segundo o índice. Os híbridos do mesmo período perderam 26,36% de valor, e os modelos a combustão, 21,72%.

Pinheiro Jr. atribuiu a queda ao alto preço inicial desses veículos. "Eles foram comprados por preços muito altos e hoje sofrem com a depreciação. Tinham baterias menores, autonomia mais baixa e custavam mais do que muitos carros atuais", disse. Segundo o presidente da Assoveba, fatores como estado da bateria, autonomia e garantia restante interferem no valor de revenda, e a aceitação de elétricos usados ainda é reduzida.

Por outro lado, carros mais novos têm boa procura. "Os carros mais novos, de 2024 e 2025, estão mais valorizados e bem procurados", afirmou.

No acumulado de 2026, os preços dos usados no país subiram 3,55%, segundo o levantamento do banco BV.

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