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Serviço

Falta de informação entrava regularização de terreiros, diz gestora

Secretária de Reparação de Salvador diz que a pasta auxilia na documentação e em pedidos de imunidade tributária.

Redação ChicoSabeTudo
04 de novembro, 2026 · 13:20 1 min de leitura
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador | Fonte: Bahia Notícias
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador | Fonte: Bahia Notícias

A falta de acesso à informação é o principal obstáculo para a regularização jurídica e documental de terreiros de candomblé em Salvador, segundo a secretária municipal de Reparação, Isaura Genoveva. Ela afirmou que a maior dificuldade não é a resistência das próprias comunidades.

Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, a secretária disse que a pasta auxilia na triagem de documentos e encaminha pedidos de imunidade tributária à Secretaria da Fazenda. Segundo ela, o trabalho busca facilitar o acesso das comunidades aos seus direitos.

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Genoveva também apontou um afastamento histórico entre a população negra e pobre e as instituições do Estado. Para a gestora, a secretaria procura oferecer uma entrada segura e acessível para as pessoas que precisam desses serviços.

Advogada, a secretária relatou que decidiu estudar Direito quando era jovem e vivia no bairro da Liberdade. Segundo seu relato, a escolha veio após ver uma vizinha advogada defender o irmão e foi motivada pelo desejo de proteger a família da violência policial.

Ela disse que procura evitar termos jurídicos difíceis no atendimento às comunidades de terreiro, para que possam lidar com atas e documentos com autonomia.

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A secretária também tratou da proteção patrimonial, tema distinto da regularização documental. Ela lembrou que o terreiro da Casa Branca foi o primeiro monumento negro tombado no Brasil. Segundo a reportagem, há vários pedidos de tombamento em análise no município. Genoveva disse acreditar que haverá tombamentos municipais e avaliou que os processos estaduais e federais costumam ser mais burocráticos.

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