A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) trouxe uma atualização importante nesta segunda-feira (5), acalmando um pouco os ânimos: novos casos de intoxicação por metanol foram descartados. Apesar disso, a pasta segue com a vigilância e está investigando outras três situações suspeitas que apareceram no radar.
Antes do anúncio mais recente, a Sesab havia registrado oito casos suspeitos. Desses, a boa notícia é que cinco foram completamente descartados, incluindo o de um morador da cidade de Ribeira do Pombal. A secretaria tem trabalhado duro, desenvolvendo ações de vigilância à saúde e intensificando campanhas para conscientizar a população sobre os cuidados preventivos, tudo para evitar que novas intoxicações aconteçam.
Casos de Ribeira do Pombal acenderam o alerta
O alerta para a intoxicação por metanol na Bahia começou a soar forte no final de julho, quando sete pessoas foram parar no hospital em Ribeira do Pombal, no Nordeste baiano. O primeiro a ser internado foi um jovem que passou mal no último fim de semana de julho, depois de tomar uma vodka em casa. No dia seguinte, o quadro dele piorou muito, e ele precisou ser internado em estado grave.
A situação ficou ainda mais preocupante quando outros seis pacientes chegaram ao hospital com sintomas parecidos. Eles teriam consumido a mesma bebida alcoólica durante uma festa de noivado. Os sintomas variaram bastante entre eles, e alguns casos foram considerados bem sérios pela equipe médica.
O que mais chamou a atenção das autoridades de saúde e segurança pública foi o fato de que a bebida consumida em ambos os episódios – tanto pelo jovem quanto na festa – tinha sido comprada no mesmo estabelecimento comercial. Essa coincidência levantou a forte suspeita de que a origem do problema pudesse ser a vodka adulterada.
“O Hospital Geral Santa Tereza, que recebeu esses pacientes, emitiu uma nota oficial dizendo que estava apurando a hipótese de intoxicação por metanol, baseando-se nos sintomas que os pacientes apresentavam. A unidade também fez questão de frisar que está trabalhando lado a lado com a Sesab para encontrar a raiz do problema e garantir a segurança de todos”, informou a instituição.
A colaboração entre o hospital e a Secretaria de Saúde é fundamental para entender o que aconteceu e evitar que outras pessoas sejam expostas ao perigo do metanol, uma substância altamente tóxica que, se ingerida, pode causar danos graves à saúde e até levar à morte. A investigação das três suspeitas restantes demonstra o compromisso das autoridades em monitorar a situação e proteger a saúde pública no estado.







