A modelo Giane Alves, de 32 anos, morreu na manhã de sexta-feira (2), em Condeúba, no sudoeste da Bahia. Ela havia levado o filho mais novo para uma consulta médica de rotina quando passou mal e desmaiou dentro do hospital. Foi atendida imediatamente, mas não resistiu.
A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo agente e amigo de longa data da modelo, Miguel Crispim. Segundo ele, a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio. Já uma publicação local, do Jornal Folha de Condeúba, divulgou inicialmente a hipótese de infarto fulminante, ainda sem confirmação oficial na época.
De acordo com Crispim, Giane não apresentava sinais clínicos anteriores e teve uma gestação sem complicações. O episódio ocorreu pouco mais de um mês após o nascimento do segundo filho do casal. Há divergência quanto à idade exata do bebê: a CNN Brasil e a VEJA São Paulo informam 45 dias de vida, enquanto o Jornal Folha de Condeúba registra 40 dias.
"Ela tem uma trajetória de carreira maravilhosa, é uma menina muito dedicada, não bebia, não fumava, tinha uma vida saudável", disse Crispim.
Giane nasceu no distrito de Alegre, em Condeúba, e deixou o marido, José Pereira Sobrinho, além de dois filhos: Gael, de 7 anos, e o caçula Felipe. O corpo foi velado na residência da família, na comunidade Lagoa do Curral, e o sepultamento aconteceu no sábado (3), no Cemitério Municipal do distrito de Alegre.
Antes de entrar para o mundo da moda, Giane trabalhava como frentista em um posto de gasolina em São Paulo. Foi lá que chamou a atenção de uma olheira de uma agência de modelos, o que deu início à sua carreira profissional. A partir dos 21 anos, passou a trabalhar para marcas internacionais, com passagens por Londres, Nova York, Milão, Alemanha e Portugal, além do Brasil.
Ao longo da carreira, participou de desfiles da São Paulo Fashion Week e estampou editoriais de revistas como Vogue Brasil, Vogue Itália, L'Officiel e Elle.
Nos últimos anos, Giane havia deixado a rotina internacional para voltar a viver no interior da Bahia, ao lado do marido e dos filhos. "Ela queria viver mais tranquila e saudável, por isso ela decidiu ir para o interior, para ter uma vida mais tranquila, criar o filho", afirmou o agente.
Não foi localizada, até a publicação desta reportagem, nota oficial da Prefeitura de Condeúba ou de órgãos de saúde e segurança pública sobre o caso.







