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Saúde

Maternidade Tsylla Balbino em Salvador tem salários e 13º atrasados

Trabalhadores da Maternidade Tsylla Balbino, em Salvador, relatam atrasos em salários desde outubro e na segunda parcela do 13º salário. A Sesab nega.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
23 de dezembro, 2025 · 22:50 2 min de leitura

A situação é de preocupação para muitos trabalhadores da saúde em Salvador. Funcionários da Maternidade Tsylla Balbino, que fica no bairro da Baixa de Quintas, contaram que estão enfrentando atrasos significativos nos pagamentos de salários desde outubro deste ano. Além disso, a segunda parcela do décimo terceiro salário, que deveria ter sido quitada até 20 de dezembro, também não foi paga.

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Imagina a situação: quem trabalha espera receber em dia para honrar seus compromissos. De acordo com os relatos, os salários referentes a outubro só caíram nas contas dos funcionários em dezembro. E o mês de novembro? Continua em aberto, sem previsão de pagamento. Os trabalhadores também afirmam que essa não é uma situação nova; atrasos nos pagamentos têm sido uma constante na unidade de saúde, gerando insegurança e dificuldades financeiras para muitas famílias.

Quem administra a maternidade e qual a resposta do governo?

A Maternidade Tsylla Balbino é administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), que mantém um contrato de gestão com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). O Sindicato dos Médicos do Estado (Sindmed) tem sido uma voz ativa nessa questão, recebendo e denunciando atrasos salariais envolvendo várias empresas terceirizadas que prestam serviços para a Sesab.

Uma fonte, que preferiu não se identificar, criticou duramente a administração da unidade em conversa com o Bahia Notícias. Para esse profissional da saúde, a classe médica e todos os demais trabalhadores não podem ser tratados de forma desrespeitosa.

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“Médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da saúde não podem ser tratados como peças descartáveis. Sem pagamento em dia, não há como garantir assistência contínua, segura e de qualidade. Atrasar salários é mais do que irresponsabilidade administrativa, é comprometer vidas”, disse o médico à reportagem.

A fala do médico ressalta o impacto direto desses atrasos não apenas na vida dos funcionários, mas também na qualidade do atendimento oferecido às mães e bebês que dependem da maternidade. A falta de dinheiro em dia pode desmotivar, causar estresse e, consequentemente, afetar a atenção e o cuidado necessários em um ambiente tão sensível como o de uma maternidade.

No entanto, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) apresentou uma versão diferente dos fatos. A pasta negou os atrasos, afirmando que os pagamentos dos trabalhadores estão sendo feitos rigorosamente em dia. A Sesab justificou que existem “ajustes administrativos” em andamento:

“Ajustes administrativos, relacionados à reformulação dos seus contratos de administração de pessoal em algumas unidades de saúde do Governo do Estado da Bahia, têm demandado adequações temporárias em rotinas operacionais e na atualização das parcelas de repasses financeiros.”

Apesar da justificativa da Sesab, a realidade vivida pelos funcionários da Maternidade Tsylla Balbino mostra um cenário de incerteza e dificuldades financeiras, com salários e o 13º salário ainda aguardando regularização. A situação segue gerando apreensão e a expectativa é que os pagamentos sejam normalizados o quanto antes para garantir a tranquilidade dos trabalhadores e a continuidade dos serviços essenciais.

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