As autoridades de saúde da Bahia estão de olho em um novo caso que levantou o alerta sobre a possível intoxicação por metanol no estado. Um homem de 66 anos deu entrada no hospital em Senhor do Bonfim, na Bahia, com sintomas preocupantes após ter consumido vodka comprada em um comércio local.
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou nesta quarta-feira (14) que está acompanhando de perto a situação. O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dom Antônio Monteiro (HDAM) e, felizmente, seu quadro clínico é considerado estável, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde de Senhor do Bonfim.
A história começou no último sábado (10), quando o idoso apresentou sintomas como visão turva. Diante da piora, ele foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na madrugada de domingo (11) para receber os primeiros socorros. Dada a gravidade e a suspeita de intoxicação, foi transferido para a UTI do HDAM, onde permanece sob observação médica constante.
Os detalhes sobre o consumo da bebida alcoólica e o início dos sintomas foram passados por familiares do homem à Secretaria Municipal de Saúde, que rapidamente acionou os protocolos de vigilância. O nome da vítima não foi divulgado.
O que é a intoxicação por metanol e por que é perigosa?
O metanol é um álcool que não deve ser consumido por humanos. Ele é usado na indústria como solvente, anticongelante ou combustível. Quando ingerido, mesmo em pequenas quantidades, é extremamente tóxico para o organismo.
- Sintomas graves: Os sinais de intoxicação podem incluir visão turva ou perda da visão, náuseas, vômitos, dor abdominal intensa, tontura, confusão mental, dificuldade para respirar e até coma.
- Danos irreversíveis: A exposição ao metanol pode causar danos permanentes aos nervos ópticos, resultando em cegueira, e afetar gravemente órgãos como rins e fígado. Em casos mais graves, pode levar à morte.
- Adulteração: A preocupação maior é quando o metanol é usado ilegalmente para adulterar bebidas alcoólicas, como a vodka, pois é mais barato que o etanol (álcool etílico) e inodoro, passando despercebido.
O caso do homem de Senhor do Bonfim é um alerta importante para a população e para os órgãos de fiscalização. O município, em conjunto com a Sesab, já adotou medidas de vigilância para tentar confirmar a presença do metanol na corrente sanguínea do paciente e, se for o caso, investigar a origem da bebida adulterada. A investigação busca descartar ou confirmar a substância tóxica, garantindo a segurança de todos.







