Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Homem permanece seis anos sem HIV após transplante de células-tronco

Após um transplante de células-tronco para tratar leucemia, homem vive há seis anos sem HIV, desafiando a compreensão convencional da cura.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
03 de dezembro, 2025 · 17:59 1 min de leitura
(Imagem: LightField Studios / Shutterstock.com)
(Imagem: LightField Studios / Shutterstock.com)

Um homem que vive com HIV permanece há mais de seis anos sem evidências do vírus após um transplante de células-tronco realizado para tratar leucemia mieloide aguda. O caso, publicado na revista Nature, sugere que a remissão duradoura pode ocorrer independente da mutação genética CCR5Δ32, tradicionalmente considerada essencial para a cura funcional do HIV.

Publicidade

O estudo revela que tanto o paciente quanto o doador possuíam uma cópia da mutação CCR5Δ32, permitindo a produção parcial do receptor CCR5, que o HIV utiliza para infectar células do sistema imunológico. O transplante foi feito visando controlar a leucemia, e após três anos, a terapia antirretroviral foi descontinuada. Desde então, não houve detecções do vírus, indicando uma remissão sustentada.

Resultados do acompanhamento mostraram a ausência de RNA do HIV no plasma, assim como a ausência de vírus replicativamente competente em amostras de sangue e tecidos intestinais. Observou-se também uma grande redução de anticorpos e células T específicas para o HIV, indicando um esvaziamento significativo do reservatório viral.

Além disso, a pesquisa sugere que a resposta imunológica do paciente, caracterizada por alta atividade de citotoxicidade celular dependente de anticorpos (ADCC), pode ter contribuído para a eliminação de células ainda portadoras do HIV. Este achado abre possibilidades para novas estratégias de controle do vírus, que vão além da mutação CCR5Δ32.

Publicidade

Embora este caso represente um avanço no entendimento dos mecanismos de remissão do HIV, a cura continua sendo uma realidade rara. Somente seis casos anteriores de remissão prolongada foram documentados, todos relacionados a transplantes de células-tronco em pacientes com câncer hematológico. Os autores do estudo esperam que os achados orientem futuras pesquisas em busca de métodos mais seguros e acessíveis para a cura do HIV.

Leia também