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Saúde

Governo prevê R$ 800 milhões para reajustar bolsas de residência

Verba do orçamento de 2027 deve beneficiar médicos e outros profissionais de saúde em formação no país

Redação ChicoSabeTudo
26 de setembro, 2026 · 13:31 2 min de leitura

O Ministério da Saúde vai reservar mais de R$ 800 milhões no orçamento de 2027 para reajustar as bolsas pagas a residentes da área da saúde em todo o país. A informação foi divulgada pelo Bahia Notícias e também pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (25).

O valor deve beneficiar médicos do programa Mais Médicos que estão em formação na atenção primária à saúde. Também entram na lista enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais que participam de programas de residência multiprofissional.

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Segundo as fontes, o Ministério da Saúde se tornou o principal financiador das residências em saúde no país durante a atual gestão federal. O número de bolsas para residentes médicos e multiprofissionais passou de 24,8 mil em 2022 para 51,1 mil atualmente.

O investimento da União nessa área também cresceu no período. Em 2023, o valor destinado era de R$ 1,4 bilhão. Em 2026, o montante chegou a R$ 3,3 bilhões, segundo os dados repassados pelas fontes consultadas.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que "a medida contemplará os profissionais do programa Mais Médicos que atuam na formação em atenção primária". A pasta também disse que "essa expansão orçamentária visa fixar e atrair profissionais qualificados para regiões vulneráveis e especialidades que historicamente enfrentam dificuldades de retenção de médicos".

As reportagens não detalham o valor individual de reajuste que cada residente deve receber, nem apresentam o documento orçamentário completo que embasa a previsão de R$ 800 milhões.

Na Bahia, a estrutura de residências médicas e multiprofissionais é organizada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que coordena, acompanha e avalia os programas e faz a gestão das bolsas estaduais. Em levantamento de 2023, o estado contava com 250 programas de residência em saúde, sendo 211 de residência médica e 39 em área profissional da saúde.

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Paulo Afonso também integra essa rede de formação. O município é campo de prática do Programa Estadual de Residência Multiprofissional Regionalizado em Saúde da Família, segundo referência institucional anterior. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação local sobre os efeitos específicos do reajuste federal de 2027 na cidade.

Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde já havia reaberto as inscrições para novos programas de residência, dentro do Pró-Residência, que financia bolsas e forma especialistas em áreas e regiões prioritárias para o SUS. Na primeira chamada dos editais, lançados em fevereiro daquele ano, foram aprovados 250 programas em 25 estados.

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