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Saúde

Glitter de plástico para bolo não é comestível, diz Anvisa

Anvisa alerta que glitter para bolo de plástico não é próprio para consumo; verifique rótulo e ingredientes antes de usar.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
22 de outubro, 2025 · 09:55 2 min de leitura
No portal da Anvisa, há uma lista com os aditivos de alimentos autorizados noBrasil (Imagem: oliakolvitz/iStock)
No portal da Anvisa, há uma lista com os aditivos de alimentos autorizados noBrasil (Imagem: oliakolvitz/iStock)

Salvador, na Bahia — no dia 21, a Anvisa emitiu um alerta depois que o criador de conteúdo Dario Centurione, do Almanaque SOS, mostrou nas redes sociais um glitter para bolo feito integralmente de plástico. A agência informou que o produto não era próprio para consumo.

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Segundo a Anvisa, pós decorativos ou glitters fabricados com PP micronizado não devem ser ingeridos: servem apenas como elementos decorativos não comestíveis — por exemplo, em cenários ou adereços de festa. Produtos aplicados diretamente em bolos, doces e similares precisam ser feitos com ingredientes e aditivos autorizados para uso em alimentos.

“Essa autorização é feita após uma avaliação da segurança para o consumo da população”, disse a Anvisa.

O uso de materiais plásticos só é permitido em itens de contato com alimentos — como embalagens e utensílios — desde que esses itens tenham sido avaliados quanto ao risco de transferência de substâncias para os alimentos.

Como verificar se o pó é comestível

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Para saber se um pó decorativo pode ir ao alimento, verifique o rótulo com atenção. A embalagem deve trazer, entre outros:

  • lista de ingredientes, incluindo todos os aditivos autorizados para uso em alimentos;
  • denominação de venda (por exemplo, “corante para fins alimentícios” ou “açúcar para confeitar”);
  • lote e data de validade;
  • declaração sobre presença ou ausência de glúten;
  • advertências sobre alergênicos, quando aplicáveis.

No site da Anvisa está disponível a lista de aditivos alimentares autorizados no Brasil; a ferramenta permite, por exemplo, usar a aba de busca específica e selecionar a função Corante para consultas detalhadas.

Como denunciar

A agência orientou acionar a Vigilância Sanitária municipal ou usar os canais oficiais da Anvisa para reportar produtos suspeitos. Para facilitar a apuração, recomenda enviar imagens do rótulo completo que identifiquem marca e denominação, instruções de uso, dados do fabricante ou distribuidor (razão social e CNPJ), lista de ingredientes, além do lote e da validade.

Denúncias com informações e documentos completos podem ser investigadas pela Vigilância Sanitária para verificar irregularidades e riscos à saúde. Quando tiver dúvida, melhor não usar o produto no alimento — e avisar as autoridades.

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