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Saúde

Cientistas descobrem por que mulheres sofrem mais com doenças autoimunes do que homens

Estudo australiano analisou 1,25 milhão de células e identificou 'interruptores' genéticos que deixam o sistema imunológico feminino em alerta constante.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
07 de maio, 2026 · 22:16 1 min de leitura

Um novo estudo realizado pelo Instituto Garvan de Pesquisa Médica, na Austrália, revelou que o sistema imunológico das mulheres é naturalmente mais reativo do que o dos homens. Essa característica explica por que o público feminino é o mais atingido por doenças autoimunes, como o lúpus e a esclerose múltipla.

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Os pesquisadores analisaram mais de 1,25 milhão de células sanguíneas de quase mil voluntários. Eles descobriram que homens e mulheres possuem composições diferentes de glóbulos brancos. Enquanto os homens têm mais células de reparo de tecidos, as mulheres possuem níveis elevados de células B e T, responsáveis por respostas de defesa mais agressivas.

De acordo com a pesquisa, as células femininas estão programadas geneticamente para permanecer em um estado de alerta intenso. Isso funciona como uma vantagem para combater vírus e infecções rapidamente, mas traz um custo alto: o corpo acaba atacando tecidos saudáveis por engano, gerando as doenças autoimunes.

A investigação identificou mais de mil 'interruptores' genéticos que funcionam de forma distinta entre os sexos. Muitos desses genes ativos nas mulheres estão ligados diretamente a processos inflamatórios, o que não ocorre com a mesma intensidade no organismo masculino.

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Por outro lado, o estudo aponta que o sistema imunológico dos homens, por ser menos preparado para inflamações, os torna mais vulneráveis a certos tipos de câncer e infecções graves. Essa diferença biológica mostra que o corpo humano reage de formas opostas dependendo do sexo.

A descoberta é um passo importante para a medicina personalizada. No futuro, os tratamentos para doenças como o lúpus poderão ser ajustados especificamente para o perfil genético feminino, abandonando as terapias padronizadas que nem sempre funcionam para todos.

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