Um novo estudo publicado na revista Nature acendeu o alerta mundial. Cientistas conseguiram identificar quais são as famílias de morcegos com maior potencial para transmitir um vírus capaz de gerar uma nova epidemia global. O foco agora é monitorar esses grupos específicos.
O risco maior vem de morcegos que são geneticamente mais "parentes" dos seres humanos. Essa semelhança facilita para que os vírus pulem de uma espécie para outra sem precisar de grandes mudanças, tornando a infecção mais provável e perigosa.
Duas famílias de morcegos estão na mira dos pesquisadores: a Pteropodidae, ligada a vírus como o Ebola, e a Rhinolophidae, conhecida por abrigar coronavírus parecidos com o que causou a última pandemia. A pesquisa ajuda a direcionar os esforços de vigilância para onde o perigo é real.
A aproximação desses animais com as cidades é o que mais preocupa. O desmatamento, especialmente em regiões como a Amazônia, Sudeste Asiático e África, força os morcegos a procurar comida perto de áreas povoadas, aumentando drasticamente a chance de contato e contaminação.
Para os cientistas, a solução não é exterminar os morcegos, que são vitais para o meio ambiente. A prevenção passa por preservar as matas e florestas, mantendo os animais em seus habitats naturais, e investir em vigilância constante para identificar ameaças antes que elas se espalhem.







