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Saúde

Cesarianas dominam partos na Bahia e número de mães adolescentes preocupa

Novo levantamento da SEI revela perfil da maternidade no estado, com destaque para o alto índice de cirurgias e mortes no pós-parto.

Redação ChicoSabeTudo
08 de maio, 2026 · 19:11 1 min de leitura

Mais da metade dos nascimentos registrados na Bahia em 2025 foram realizados por meio de cesarianas. De acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o procedimento cirúrgico foi a escolha ou necessidade de 55,3% das mulheres que deram à luz no último ano.

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O levantamento aponta que a maioria das novas mães baianas é jovem, com quase 50% delas na faixa etária entre 20 e 29 anos. No entanto, um dado que acende o alerta para a saúde pública é o índice de maternidade precoce: cerca de 12,8% das mulheres tornaram-se mães ainda na adolescência, entre 10 e 19 anos.

A situação é ainda mais delicada quando se observa os números absolutos de crianças e adolescentes com menos de 14 anos que tiveram filhos. Segundo o relatório, o estado registrou mil casos de meninas nessa faixa etária que passaram pelo parto no período analisado.

Sobre o perfil dos bebês, os meninos são maioria nos hospitais baianos. A estatística mostra que para cada 100 meninas que nascem, há o registro de 104 nascimentos do sexo masculino. Ao todo, a Bahia possui hoje 4,5 milhões de mulheres em idade fértil.

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O estudo também trouxe dados preocupantes sobre a mortalidade materna, com 102 óbitos confirmados em 2025. O momento mais perigoso para as mulheres tem sido o puerpério, o famoso pós-parto, onde se concentraram 49% das mortes registradas no estado.

Entre as principais causas que levaram a esses óbitos estão as complicações de doenças que a mãe já possuía, responsáveis por 30,4% dos casos. Hemorragias após o parto e casos de eclâmpsia também aparecem como fatores críticos que resultaram na perda de vidas das pacientes.

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