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Política

Uesb inicia pagamento direto a terceirizados em três cidades

Medida pode alcançar cerca de 700 trabalhadores; aulas presenciais foram suspensas até 19 de outubro

Redação ChicoSabeTudo
15 de outubro, 2026 · 18:35 2 min de leitura

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) iniciou procedimentos para pagar diretamente salários atrasados de trabalhadores terceirizados nos campi de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. A Reitoria informou a medida em 14 de outubro de 2026, após a interrupção de serviços de segurança e limpeza.

A Universidade estima que os procedimentos podem envolver cerca de 700 trabalhadores. A previsão é viabilizar o pagamento dos salários de setembro até o fim de outubro, mas o cronograma depende de etapas documentais, administrativas e legais.

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A Reitoria também determinou a suspensão das aulas presenciais nos três campi entre as 18h de 14 de outubro e as 7h de 19 de outubro. A decisão foi tomada após a paralisação dos serviços terceirizados de segurança e limpeza.

A Uesb informou que acionou o Ministério Público do Trabalho depois de tentativas de negociação sem resultado. Segundo a Reitoria, as empresas haviam assumido compromissos, mas não os cumpriram.

A Universidade disse ainda que os atrasos salariais não foram causados por falta de pagamento da própria instituição. A Reitoria afirmou que vinha cobrando das empresas a documentação necessária para processar os pagamentos.

A paralisação dos terceirizados ocorre nos três campi e está ligada a atrasos de salários e benefícios atribuídos à Creta Comércio e Serviços Ltda., segundo a Associação dos Docentes da Uesb (ADUSB).

A ADUSB afirmou que, em 14 de outubro, os trabalhadores ainda não tinham recebido o salário de setembro, o vale-transporte e todo o vale-alimentação. A entidade relatou que uma parcela do benefício, relativa a uma semana de atraso, foi paga na terça-feira.

A associação informou que a Creta mantém seis contratos com a Universidade e que todos foram afetados. Também apontou que a vigilância é prestada pela Java, empresa que descreveu como integrante do mesmo grupo.

Em relato publicado pela ADUSB, Dila Ribeiro, diretora de base do Sindilimp, disse que a Universidade recorreu à Justiça porque a empresa não apresentou planilhas de pagamento. Ela afirmou que, naquele momento, ainda não havia previsão para o pagamento direto.

A Reitoria reconheceu o direito de mobilização dos trabalhadores, mas contestou o fechamento de portões e atos que, segundo a instituição, limitaram a circulação ou constrangeram integrantes da comunidade universitária.

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