O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou na noite de domingo (25) que a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições de 2026 exigiu medidas excepcionais da Justiça Eleitoral para preservar a apuração. A declaração foi feita em Brasília, após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Nunes Marques, a decisão judicial que estendeu a votação até as 19h foi tomada depois do horário inicialmente previsto para o encerramento das seções. Ele disse que milhares de urnas já haviam concluído a votação e não poderiam ser reabertas.
Para evitar a divulgação antecipada de informações sobre os votos enquanto ainda havia votação em andamento, o TSE bloqueou temporariamente o recebimento dos boletins de urna. De acordo com o ministro, a medida formou a maior fila de boletins já registrada e exigiu avaliação técnica sobre a capacidade de armazenamento dos dados.
"Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada", declarou o presidente do TSE. Ele afirmou que a equipe técnica conseguiu contornar as dificuldades e que havia segurança no processo eleitoral.
A extensão do horário ocorreu após pedidos relacionados a problemas de transporte de eleitores. Nunes Marques afirmou que a Corte buscou informações técnicas antes de cumprir a determinação e ressaltou que não havia precedente de prorrogação desse tipo na história do tribunal.
No pronunciamento, o ministro confirmou a reeleição de Lula para o mandato de 2027 a 2030. Segundo os dados divulgados no evento, o presidente reeleito tinha mais de 64 milhões de votos quando 99,9% das urnas estavam apuradas. Nunes Marques também informou que 1.551 das 499.248 urnas usadas no segundo turno foram substituídas, o equivalente a 0,31% do total.







