O Ministério Público da Bahia recomendou ao comando do 30º Batalhão da Polícia Militar (30º BPM) que reavalie a possibilidade de policiais recém-formados levarem para casa armas da corporação. A medida, segundo a recomendação relatada por A Tarde, não prevê liberação automática do armamento para todos os agentes.
A eventual autorização deverá ser analisada com base em critérios técnicos, operacionais e administrativos. Conforme a reportagem, os policiais precisam devolver o armamento ao batalhão ao fim de cada turno no procedimento atualmente mencionado.
A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial após apuração sobre as condições de trabalho de policiais recém-chegados à unidade. O MP-BA também apontou situação de vulnerabilidade ligada à rotina operacional e às condições de trabalho dos agentes.
A orientação inclui mudanças nas escalas de serviço com o objetivo de reduzir a sobrecarga e preservar a saúde física e mental dos policiais. O comando do 30º BPM terá 90 dias para apresentar relatório sobre as providências adotadas, incluindo avaliações funcionais, a relação de policiais que eventualmente recebam autorização para ficar com armamento e as alterações feitas nas escalas.
Separadamente, houve uma ocorrência em Esplanada envolvendo um policial militar armado isolado em uma instalação da corporação. O caso mobilizou o Bope e uma psicóloga, diante de informações sobre uma possível crise psicológica do agente. As reportagens informaram que não havia confirmação sobre a origem da arma utilizada. Não há relação estabelecida entre a ocorrência em Esplanada e a recomendação dirigida ao 30º BPM.







