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PI 6308
Política

Justiça solta PM investigada pela morte de Léo Lanches em Salvador

Soldado Valdilene França deixou prisão após 60 dias de inquérito e segue com restrições impostas pela Justiça

Redação ChicoSabeTudo
11 de outubro, 2026 · 12:11 2 min de leitura

A soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, o Léo Lanches, teve a liberdade concedida pela Justiça. A informação foi confirmada à reportagem pela esposa da vítima.

Segundo a apuração, a soltura aconteceu após o fim do prazo de 60 dias do inquérito policial. Valdilene estava presa preventivamente desde o dia 4 de agosto, em uma unidade prisional militar, e agora vai responder ao processo em liberdade.

A decisão judicial que autorizou a soltura também determinou a suspensão do exercício da função pública pela policial, pelo prazo inicial de 180 dias. A soldado ficou proibida de se aproximar ou manter contato com familiares da vítima e com testemunhas do caso.

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A Justiça também restringiu a presença da policial na localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, em Salvador, onde o crime aconteceu.

O caso ocorreu no dia 23 de julho, durante uma operação da 49ª Companhia Independente de Polícia Militar na localidade de Lessa Ribeiro. Léo Lanches foi atingido por um tiro na região da cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Moradores da comunidade fizeram protestos na época do crime. As investigações ficaram a cargo da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), que analisou depoimentos, imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos na operação e laudos do Departamento de Polícia Técnica.

Um exame pericial apontou que o disparo que matou o comerciante partiu da arma de fogo usada pela soldado.

Léo Lanches era casado e pai de três filhos. Ele havia inaugurado seu próprio estabelecimento comercial apenas quatro dias antes de ser morto.

Além do processo criminal que corre na Justiça, a Polícia Militar mantém um procedimento administrativo interno para apurar a conduta da soldado e eventuais responsabilidades disciplinares dos agentes que participaram da operação.

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