O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, deve encerrar sua campanha no segundo turno com um evento em Salvador, no dia 16 de outubro. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, que ouviu aliados da campanha ao CNN 360°.
A escolha da Bahia tem relação com o resultado do primeiro turno. Durante a apuração dos votos, os resultados do estado elevaram significativamente os votos de Lula, o que impediu a definição do resultado ainda no primeiro turno e reduziu a vantagem de Flávio Bolsonaro.
A agenda em Salvador foi alinhada com ACM Neto, do União Brasil, durante reunião em Brasília. O encontro entre os dois aconteceu na noite de terça-feira (6), na residência de Flávio, na capital federal. Participou também o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, os dirigentes apresentaram ao senador um panorama do apoio da sigla à candidatura e discutiram estratégias para ampliar a votação.
Na conversa, Flávio afirmou que o União Brasil poderá receber cargos em um eventual governo seu. O compromisso em Salvador foi formalizado na manhã da quarta-feira (7), em novo encontro entre Flávio e lideranças do União Brasil e do Progressistas, dessa vez no QG da campanha, também em Brasília.
"Eu ouvi isso hoje de alguns aliados, como esse tom de recado num Estado que para eles, para o pessoal do PL, para a campanha, é o Estado petista", disse Larissa Rodrigues ao CNN 360°, sobre o simbolismo do evento na Bahia.
Além do ato em Salvador, a campanha avalia um segundo evento no último dia antes da votação, na sexta-feira que antecede o segundo turno, e também um grande ato no Espírito Santo. Segundo Larissa Rodrigues, a ideia é montar uma estrutura ampla de apoio, reunindo aliados para percorrer cidades onde o senador não conseguirá comparecer pessoalmente, priorizando a região nordestina. "É toda uma força-tarefa que deve, então, nos próximos dias, comandar toda a campanha de Flávio Bolsonaro, com esse foco principalmente no Nordeste", afirmou a analista.
Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro, junto com outros políticos eleitos ligados ao bolsonarismo e ao PL, também devem percorrer o Nordeste de forma independente, reforçando a presença da campanha na região.







