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Viúva de policial civil morto em Delmiro Gouveia emociona a web com vídeo em homenagem ao marido

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
24 de maio, 2026 · 13:07 2 min de leitura
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

A dor do luto e a busca por respostas marcaram as redes sociais nesta semana após a publicação de Clara Santana, esposa do policial civil sergipano Yago Gomes Pereira, de 33 anos. Yago foi tragicamente morto na última quarta-feira (20), vítima de disparos efetuados por um colega de farda dentro de uma viatura no município de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.

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Em seu perfil no Instagram, Clara compartilhou um vídeo compilando anos de memórias felizes ao lado do marido. As imagens, embaladas por música romântica, mostram desde o início do namoro, passando pela gravidez, até os momentos cotidianos e afetuosos de Yago com a filha do casal, que completará cinco anos no final deste mês.

Em um texto que acompanha as imagens, a viúva expressou a dor dilacerante da perda repentina. "Nunca imaginei uma vida sem você (quantas vezes eu disse que na nossa matemática dois menos um é zero?)", escreveu Clara. O trecho que mais comoveu seus seguidores, no entanto, foi o relato sobre a filha do casal: "Ela acabou de me pedir pra te visitar. E agora? Como explicar que (...) ele não volta nunca mais?".

Yago Gomes estava na Polícia Civil de Alagoas desde 2023, lotado na 1ª Delegacia Regional. Colegas de profissão o descreviam como um profissional dedicado e comprometido. O sepultamento ocorreu na manhã da última quinta-feira (21), sob forte comoção no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju (SE), sua cidade natal.

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Investigação e busca por justiça

A tragédia também vitimou outro agente, Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. O principal suspeito de efetuar os disparos que tiraram a vida dos dois policiais é Gildate Góes, de 61 anos, também membro da Polícia Civil. Ele foi preso em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva pela Justiça.

Inicialmente, circulou a hipótese de que o atirador teria sofrido um surto psicótico. Contudo, essa versão é duramente contestada pela família de Yago. O pai e o tio do policial vieram a público exigir uma investigação rigorosa sobre o comportamento pregresso de Gildate e sobre os momentos exatos que antecederam os tiros.

Atendendo aos apelos e aos trâmites legais, a Justiça alagoana já determinou uma série de novas diligências para elucidar o caso. Estão em andamento a coleta de depoimentos de testemunhas, exames periciais complementares, a análise minuciosa de câmeras de segurança da região e a quebra do sigilo e perícia no aparelho celular do suspeito.

Enquanto as autoridades buscam montar o quebra-cabeça dessa madrugada trágica, familiares e amigos se apegam ao legado de amor deixado pelo agente. "Você é nosso pra sempre", finalizou Clara em sua despedida.

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