A violência contra as forças de segurança atingiu um patamar alarmante na Bahia. Em menos de quatro meses, o número de agentes baleados em Salvador e na Região Metropolitana já igualou o total registrado durante todo o ano de 2025. O dado, confirmado pelo Instituto Fogo Cruzado, aponta que 25 profissionais foram atingidos entre 1º de janeiro e 16 de abril de 2026.
O cenário de guerra ficou ainda mais evidente nas últimas 24 horas, quando quatro policiais foram baleados em diferentes ocorrências. Entre as vítimas fatais está o investigador da Polícia Civil, Adailton Oliveira Rocha, atingido na cabeça durante uma ação no bairro de Tancredo Neves, e o soldado da PM, Samuel Novais da Silva, morto em operação no Engenho Velho de Brotas.
A Polícia Militar é a categoria que mais sofre com a insegurança, concentrando 88% das ocorrências este ano. Dos 22 policiais militares atingidos até agora, quatro perderam a vida e 18 ficaram feridos. A maioria dos ataques acontece enquanto os homens estão trabalhando, tentando garantir a segurança da população.
Além dos confrontos em Salvador, a violência se estendeu para a Ilha de Itaparica nesta quinta-feira. O policial militar Filipe Carmo de Labre foi baleado de raspão na perna durante uma incursão na localidade de Marcelino. Ele sobreviveu, mas o caso reforça o risco constante enfrentado pelas guarnições.
O levantamento detalha que, dos 25 agentes baleados no ano, sete morreram e 18 ficaram feridos. Para se ter uma ideia da gravidade, em todo o ano de 2025 foram registradas cinco mortes. Em apenas quatro meses de 2026, o número de óbitos já é maior, tornando este o pior início de ano para a categoria desde 2022.
Mesmo os agentes que não estão na linha de frente correm perigo. Os dados mostram que quatro policiais foram baleados enquanto estavam de folga e dois aposentados acabaram mortos em situações de violência. A situação coloca em alerta as autoridades e as famílias dos profissionais de segurança em todo o estado.







