Um médico veterinário de 50 anos foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (10), em Maceió, após agredir a própria companheira. A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), por meio da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), foi acionada depois que a vítima, de 30 anos, acompanhada dos pais, procurou a base da unidade para registrar o caso.
Segundo o relato feito à polícia, a mulher disse que foi agredida pelo companheiro, com quem vive há cerca de dois anos, depois de questioná-lo sobre o uso de entorpecentes. Irritado com a pergunta, ele a teria atingido com um tapa no rosto. A vítima relatou ainda que o suspeito possui histórico anterior de violência, mas que os episódios nunca foram formalizados.
Após ouvir o depoimento, a equipe da Oplit se deslocou até o endereço indicado. Ao chegar ao local, os policiais já ouviam barulhos de objetos sendo quebrados antes mesmo de baterem à porta, e encontraram a residência completamente revirada. O estado do imóvel levou os agentes a crer que o suspeito estava tropeçando nos objetos espalhados pelo chão.
No local, o acusado aparentava forte estado de entorpecimento e não conseguia manter coerência no que dizia, segundo informações divulgadas pela PC/AL. Na residência, foram encontrados seringas e frascos com ampolas de medicamentos.
Diante das evidências, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao veterinário por prática de violência doméstica. Todos os envolvidos foram levados à Central de Flagrantes de Maceió, onde as medidas legais cabíveis foram tomadas.
O caso se insere num cenário preocupante para Alagoas. De acordo com o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado já registrou em 2026 um total de 756 casos de violações contra a mulher. No ano passado, foram 4.646 violações — e, apesar do volume elevado, apenas 604 denúncias chegaram a ser formalizadas.
Dados do DataSenado, da Rede Observatórios da Segurança e do Ministério da Justiça apontam que a violência contra a mulher no Brasil está em níveis críticos, com cerca de 12 mulheres sofrendo algum tipo de violência a cada 24 horas. Mais de 60% dos casos ocorrem dentro de casa.
A Oplit também foi responsável, em abril deste ano, pela prisão de outro profissional de destaque em situação semelhante em Maceió. Em maio, a Polícia Civil ainda deflagrou uma operação para cumprir 13 mandados de prisão contra investigados por crimes de violência doméstica em Alagoas, resultando na detenção de 11 homens na capital e no interior do estado.
Mulheres que vivenciam situações de violência doméstica podem acionar o serviço de emergência pelo número 190 ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, disponível 24 horas, em todo o país.







