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Polícia

Vereador de Itabela atua no Bonde do Maluco desde 2020, diz MP-BA

Vereador Lucas Lemos, de Itabela, na Bahia, é denunciado pelo MP-BA por tráfico e associação. Acusado de atuar no Bonde do Maluco (BDM) desde 2020, ele segue preso e teve o mandato suspenso.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
18 de dezembro, 2025 · 16:23 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Radar News
Foto: Reprodução / Radar News

O vereador Lucas Lemos (União), de Itabela, na Bahia, está no centro de uma séria acusação. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o legislador atuava de forma contínua e estrutural na facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) desde, pelo menos, 2020. Ele foi denunciado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e financiamento do tráfico, mostrando a gravidade das acusações.

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A prisão de Lucas Lemos aconteceu em flagrante, em novembro do ano passado, durante uma operação da Polícia Militar (PM-BA). O local da prisão foi ainda mais revelador: dentro da casa do líder do BDM em Itabela. No último dia 9 de dezembro, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do vereador, sublinhando a seriedade das provas apresentadas contra ele.

Um Papel Multifacetado na Organização Criminosa

De acordo com informações do G1, que foram detalhadas pelo MP-BA, Lucas Lemos não era apenas um membro comum do grupo. Ele exercia um papel “estrutural e multifacetado” dentro da organização criminosa. Sua atuação era vista como estável e consciente ao longo dos anos, e a participação do vereador na facção teria se intensificado a partir de 2022.

Nesse período, o MP-BA aponta que o vereador estaria diretamente envolvido em diversas atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas, o financiamento dessas operações criminosas e o compartilhamento de informações estratégicas sobre facções rivais, o que demonstra uma função de liderança ou coordenação dentro do BDM.

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As acusações contra Lemos não param por aí. Ele também é apontado como participante em ações de contrainteligência, que visam dificultar o trabalho da polícia, na ocultação de provas de homicídio e na obstrução de investigações policiais. Isso indica uma tentativa de proteger a facção e seus membros de ações da justiça.

Detalhes da Operação e Consequências

Na mesma operação que levou à prisão do vereador, outros dois suspeitos também foram alvos da polícia. Durante a ação, um desses suspeitos tentou fugir e atirou contra os policiais. Ele foi baleado e morreu após ser socorrido. Com esse suspeito, a polícia conseguiu apreender um revólver, munições, celulares e porções de drogas, o que reforça o contexto de confronto e ilegalidade da operação.

Após a prisão e as graves denúncias, a Câmara de Vereadores de Itabela agiu rapidamente e suspendeu o mandato de Lucas Lemos, uma medida esperada diante da repercussão do caso.

O partido União Brasil no município, ao qual o vereador é filiado, divulgou uma nota. Em comunicado assinado pelo presidente Jorge Leones Santana Costa, a legenda expressou surpresa com a denúncia.

Em nota, Jorge Leones Santana Costa afirmou que a legenda foi surpreendida pela denúncia e que aguarda o avanço das investigações para decidir sobre eventuais providências.

O portal G1 informou que está tentando localizar a defesa de Lucas de Souza Lemos para que eles possam se manifestar sobre o caso e apresentar sua versão dos fatos.

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