A unidade prisional de Paulo Afonso ganhou, pela primeira vez, uma turma de Ensino Médio funcionando dentro do próprio espaço. A inauguração aconteceu no anexo do Colégio Estadual Quitéria Maria de Jesus e marca um novo capítulo da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na região Norte da Bahia.
A iniciativa é da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e tem como objetivo garantir o acesso ao estudo como ferramenta de ressocialização para pessoas privadas de liberdade. A solenidade de abertura reuniu representantes da SEC, gestores da unidade prisional, equipe pedagógica do colégio e membros da Secretaria Municipal de Educação de Paulo Afonso.
O diretor do Núcleo Territorial de Educação de Itaparica (NTE 24), Marcos Antônio Queiroz, celebrou o momento. "É com alegria que inauguramos a primeira turma de Ensino Médio no anexo prisional, pois a educação é a principal ferramenta de ressocialização dos que estão privados de liberdade para mudança de vida", disse.
A coordenadora de Educação Especial do NTE 24, Ana Paula Oliveira, reforçou o caráter inclusivo da ação. Segundo ela, a educação inclusiva precisa chegar a todos os sujeitos, especialmente naqueles espaços onde a reconstrução de trajetórias se faz necessária.
Já a coordenadora territorial do NTE 24, Jaciede Rodrigues, destacou o impacto social da medida: "Garantir o acesso ao Ensino Médio dentro da unidade prisional de Paulo Afonso é reafirmar que a educação tem o poder de reconstruir histórias, abrir novas possibilidades e promover transformação social."
Na Bahia, a política de educação prisional prevê que as turmas formadas nas unidades sejam vinculadas administrativa e pedagogicamente a escolas da rede estadual, como anexos. As aulas seguem as diretrizes da EJA e passam por adaptações conforme as regras de segurança de cada unidade.







