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“Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida”: MP derruba versão do policial penal preso por feminicídio de Flávia Barros

Promotora afirma que ferimentos de Tiago Sóstenes foram causados por ricochete; vítima estava deitada quando foi executada

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de maio, 2026 · 11:37 2 min de leitura
Foto: Anderson Barbosa/TV Sergipe | Reprodução/redes sociais
Foto: Anderson Barbosa/TV Sergipe | Reprodução/redes sociais

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) realizou nesta terça-feira (26) uma coletiva de imprensa para detalhar as investigações sobre o feminicídio da empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, morta em março deste ano no Bairro Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju.

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O principal suspeito, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, está preso preventivamente. Desde o início do caso, circulava a versão de que ele teria tentado tirar a própria vida após atirar contra a empresária. Nesta terça, a promotora de Justiça Luciana Duarte descartou essa versão com base nos laudos técnicos produzidos durante a apuração.

"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora.

O MP-SE também informou que as circunstâncias apuradas indicam que Flávia estava deitada na cama quando foi executada — sem nenhuma chance de defesa. Os dados extraídos dos celulares dos envolvidos apontaram ainda que a vítima vivia um relacionamento abusivo com o suspeito e já havia sofrido episódios anteriores de violência.

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Tiago Sóstenes era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no norte da Bahia, e foi exonerado do cargo um dia após o crime. Após receber alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), ele foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil), onde permanece detido.

O Ministério Público pede a condenação por feminicídio qualificado, com duas causas de aumento de pena. A pena máxima prevista é de 40 anos. A promotora destacou os agravantes do caso: o suspeito ser agente de segurança pública, ter usado arma funcional, ter encurralado a vítima no quarto e ter agido motivado por questão de gênero.

O caso deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

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Foto: Anderson Barbosa/ TV Sergipe
Foto: Anderson Barbosa/ TV Sergipe

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