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Polícia

Caso Maria Daniela: 'Vitinho' é preso após ano e meio foragido em AL

Relembre a linha do tempo do caso que chocou Alagoas e culminou na prisão do suspeito após 1 ano e meio foragido

Redação ChicoSabeTudo
11 de julho, 2026 · 08:34 2 min de leitura
Caso Maria Daniela: 'Vitinho' é preso após ano e meio foragido em AL

Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, o "Vitinho", foi preso na sexta-feira (10) em Taquarana, no Agreste de Alagoas, após mais de um ano e meio foragido. Ele é suspeito de dopar, estuprar e agredir a colega de escola Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, em um crime que aconteceu em dezembro de 2024, em Coité do Nóia, e deixou a jovem com sequelas neurológicas permanentes.

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De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o caso aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar em uma chácara da família do suspeito, na zona rural do município. A denúncia aponta que a jovem foi dopada com substâncias de efeito sedativo antes de sofrer violência sexual e agressões físicas — indício, segundo o MPAL, de premeditação. Maria Daniela ficou cinco dias em coma e hoje depende de familiares para atividades do dia a dia, enfrentando sequelas neurológicas e motoras.

Em abril de 2025, o MPAL denunciou formalmente Victor Bruno, e a Justiça decretou a prisão preventiva dele. Mesmo assim, o suspeito não foi localizado e passou a responder ao processo como foragido, com audiências avançando sem a presença dele.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e na televisão ao longo do período em que ele esteve foragido, com destaque para uma reportagem especial exibida pela TV Record em abril deste ano, que levou o caso ao debate nacional e intensificou a cobrança por uma resposta da Justiça. Um vereador de Arapiraca chegou a oferecer R$ 100 mil de recompensa por informações que levassem à captura do suspeito.

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Foi somente nesta sexta-feira que Victor Bruno se apresentou à Justiça, ao comparecer a uma audiência no Fórum da Comarca de Taquarana. Ao fim do depoimento, a prisão preventiva foi mantida, e ele foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.

No mesmo dia, equipes da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) cumpriram mandados de busca em endereços ligados à família do suspeito, entre Coité do Nóia e Arapiraca. As diligências para localizar Victor Bruno acabaram revelando um suposto esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, que teria movimentado mais de R$ 300 milhões nos últimos quatro anos. Segundo a Polícia Civil, o pai do suspeito é apontado como líder do grupo, responsável por cerca de R$ 150 milhões dessa movimentação, usando "laranjas" e empresas de fachada.

Durante a operação, a polícia apreendeu dois veículos, cerca de R$ 90 mil em espécie, celulares e computadores, além de pedir à Justiça o bloqueio de contas ligadas ao grupo. Victor Bruno passou a responder também por fraude, sonegação fiscal e organização criminosa, além da investigação por estupro, agressão e tentativa de feminicídio. O processo segue em tramitação na Justiça de Alagoas.

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