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Polícia

Terreiro de Umbanda tradicional é invadido pela oitava vez em seis meses na Bahia

Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, em Guanambi, suspende atividades por tempo indeterminado após onda de ataques e vandalismo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
04 de maio, 2026 · 14:13 1 min de leitura

O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, uma das instituições religiosas mais tradicionais de Guanambi, no sudoeste baiano, anunciou o fechamento de suas portas por tempo indeterminado. A decisão drástica ocorre após o local ser invadido e vandalizado pela oitava vez em um intervalo de apenas seis meses.

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O ataque mais recente aconteceu no último domingo (3). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem invadiu o terreiro em dois horários diferentes: na noite de sábado e na madrugada de domingo. Para entrar no imóvel, o suspeito quebrou uma janela de vidro e revirou as dependências da casa.

Desta vez, o criminoso furtou o motor de uma geladeira, um caldeirão de alumínio, materiais de limpeza e objetos utilizados nos rituais religiosos. O invasor ainda tentou levar um bebedouro, mas não conseguiu passar o equipamento pela abertura da janela. Além do prejuízo material, pratos de barro e outros itens sagrados foram destruídos.

Segundo Joel das Neves da Silva, vice-presidente do centro que tem quase 80 anos de história, a onda de violência começou há cerca de um ano. Entre os episódios mais graves registrados anteriormente, a diretoria denunciou a pichação de símbolos nazistas na fachada da instituição, evidenciando a intolerância contra o espaço.

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A Polícia Civil informou que o suspeito das invasões já foi identificado e levado para a delegacia. No entanto, ainda não há confirmação se o homem permanecerá preso ou se responderá pelos crimes de furto e vandalismo em liberdade.

Por conta dos danos recorrentes e da necessidade de restaurar o espaço sagrado, a diretoria optou por paralisar os atendimentos. O fechamento serve para que reparos sejam feitos e a segurança do local seja reforçada diante da frequência dos ataques sofridos pela comunidade religiosa.

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