Um homem de 50 anos foi preso em flagrante neste domingo (14) suspeito de cometer um feminicídio em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. A vítima, Luciana de Jesus Santos, de 27 anos, foi morta com golpes de barra de ferro. A prisão aconteceu poucas horas depois do crime.
O caso ocorreu no bairro Benito Gama, em Livramento de Nossa Senhora. Luciana foi atingida por golpes da barra de ferro e morreu na manhã deste domingo. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a dinâmica do ataque nem sobre a motivação do crime.
Investigadores da Delegacia Territorial de Livramento de Nossa Senhora identificaram, nas proximidades do local do crime, um homem em atitude suspeita, que observava a ação policial à distância e apresentava manchas de sangue na região da orelha. Questionado sobre a origem do sangue, o suspeito apresentou versões contraditórias, o que despertou a atenção da equipe.
Diante dos indícios constatados no local, o homem foi autuado em flagrante e posteriormente identificado como ex-companheiro da vítima. Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia Territorial de Livramento de Nossa Senhora, onde permanece à disposição da Justiça. A barra de ferro usada no crime foi apreendida e enviada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Brumado, também no sudoeste, onde passará por perícia.
O caso acontece dentro de um cenário preocupante de violência contra mulheres na Bahia. De 2017 a 2025, o estado registrou 891 feminicídios — o que significa, em média, uma mulher vítima letal de violência de gênero a cada quatro dias. Cerca de 85% desses crimes ocorreram no interior do estado.
O parceiro íntimo da mulher — companheiros e ex-companheiros, namorados e ex-namorados — foi o autor em nove de cada dez feminicídios registrados na Bahia. E 85% dos casos ocorreram dentro do domicílio da vítima. O perfil do crime em Livramento de Nossa Senhora segue exatamente esse padrão.
No Brasil, o quadro também é grave. O país registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, aumento de 34% em relação a 2024. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis mulheres mortas por dia.
Vítimas ou pessoas que conhecem situações de violência doméstica podem ligar para o Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas, da Central de Atendimento à Mulher. As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) também atuam na prevenção, apuração e investigação desses crimes, sendo possível solicitar medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica e familiar.







