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PI 6308
Polícia

Suspeito de agredir vizinho em Pernambués se apresenta e é liberado

Bráulio alegou legítima defesa; família de Daniel contesta versão e diz que agressões continuaram após imobilização

Redação ChicoSabeTudo
26 de setembro, 2026 · 00:50 2 min de leitura

O homem suspeito de agredir um vizinho a golpes de martelo no bairro de Pernambués, em Salvador, se apresentou à delegacia de Itapuã na manhã desta sexta-feira (25). Segundo a TV Aratu, Bráulio, de 40 anos, foi ouvido e liberado após prestar depoimento.

De acordo com essa apuração, Bráulio teria alegado legítima defesa durante o depoimento. A informação foi divulgada pelo Aratu On, que já havia noticiado o caso na véspera.

A agressão aconteceu na noite de quarta-feira (23), na Rua Duarte Coelho. Daniel, de 48 anos, foi atingido na cabeça com golpes de martelo e socorrido por populares até o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado. Na ocasião, equipes da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar foram acionadas, mas o suspeito já havia deixado o local antes da chegada da guarnição.

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Familiares de Daniel contestaram a versão apresentada por Bráulio. Segundo relato de uma sobrinha da vítima ao Aratu On, Daniel foi atingido várias vezes na cabeça e não portava nenhum objeto que pudesse ser usado contra o suspeito. Ainda de acordo com esse relato, as agressões teriam continuado mesmo depois que Daniel já estava imobilizado.

O caso já havia repercutido por outros detalhes divulgados por moradores da região. Segundo reportagem do Alô Juca, Daniel é conhecido na comunidade como "Calel" e seria primo do cantor Xanddy. Essa mesma cobertura descreveu ferimentos mais graves, como deformações no rosto e fraturas cranianas, além de uma suposta cirurgia de emergência — informações que não foram confirmadas pela reportagem do Aratu On, que classifica o estado de Daniel como grave, sem mencionar cirurgia.

Também há divergência sobre a motivação do episódio: o Alô Juca atribui o conflito a uma discussão por causa de um óculos quebrado entre os dois, que seriam amigos próximos até cerca de 15 dias antes do ataque. Essa motivação não é mencionada na reportagem do Aratu On.

Até a publicação desta matéria, não havia confirmação de fontes oficiais da Polícia Militar, da Polícia Civil ou da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) sobre o desdobramento do caso.

Relembre: Suspeito de homicídio no RS é preso escondido em Salvador

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