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PI 6308
Polícia

MP-BA acusa sete PMs após confusão no Carnaval de Salvador

Caso ocorreu no circuito Dodô; denúncia aponta ferimentos, homofobia e tentativa de impedir gravações

Redação ChicoSabeTudo
26 de setembro, 2026 · 06:21 2 min de leitura

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou denúncia contra sete policiais militares por supostas condutas violentas durante o Carnaval de Salvador. O episódio ocorreu na noite de 14 de fevereiro, no circuito Dodô, entre Barra e Ondina, na capital baiana.

Conforme a acusação, uma discussão entre foliões antecedeu a abordagem. Três homens teriam sido agredidos por integrantes de uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur). Dois dos envolvidos seriam policiais militares que estavam de folga.

Rômulo Ramos da Costa Brito teria sido atingido na cabeça com dois golpes de cassetete. Segundo o MP-BA, ele teve fratura na mandíbula, foi hospitalizado e precisou passar por cirurgia. A acusação também atribui ao soldado Matheus Santos Fonseca golpes nas costas e no tórax de João Vitor Dias da Cruz.

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Os soldados Lucas Mateus Cunha Cardoso e Murilo Pamponet de Oliveira foram incluídos na denúncia por supostas agressões contra João Vitor. O aspirante Rosemberg Pereira Ribeiro é acusado de atacar Marlon Araújo do Rosário e torcer o braço dele.

O MP-BA também aponta supostas agressões e ofensas homofóbicas atribuídas ao aspirante Chris Amon Moraes Pinheiro Santos contra João Vitor. A aspirante Adriana da Silva teria tentado evitar que o episódio fosse filmado por celular. Para o Ministério Público, essa conduta pode caracterizar constrangimento ilegal.

O aluno oficial Arlinton Dourado dos Santos também responde à acusação. De acordo com o órgão, ele teria cometido violência contra um policial de patente inferior e feito supostas ofensas homofóbicas.

Para apresentar a denúncia, o MP-BA considerou documentos, relatos, prontuários, fotos, vídeos e imagens de sistemas de segurança. O órgão pediu que a Justiça aceite a acusação, escute vítimas e testemunhas e, se os fatos forem comprovados, condene os denunciados.

Os policiais são suspeitos e ainda responderão ao processo judicial. A Justiça analisará as acusações e a eventual responsabilidade individual de cada agente.

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