O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou nesta terça-feira (17) os nomes de quatro servidores que estão sob investigação da Polícia Federal (PF). Eles são suspeitos de acessar e vazar dados confidenciais de autoridades importantes, incluindo ministros da própria Corte e seus familiares. Entre os alvos dessa operação delicada, um dos nomes atua na Receita Federal em Salvador, na Bahia.
Quem são os servidores investigados?
Entre os nomes divulgados pelo STF está Luiz Antônio Martins Nunes, um técnico do Serpro que trabalha na delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro. Ele é considerado o principal suspeito na investigação. De acordo com o Supremo, Martins Nunes não só teria acessado de forma irregular os sistemas da Receita, mas também teria repassado esses dados para outras pessoas. A situação de Luiz Antônio é ainda mais complicada porque ele já era alvo de outra apuração da corregedoria da Receita e da Polícia Federal, também por suspeita de vazamento de informações.
Outro servidor envolvido é Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social. Ele está lotado na delegacia da Receita Federal em Salvador, na Bahia, e é servidor público desde 1983. Nas redes sociais, Luciano costuma compartilhar mensagens com passagens bíblicas, pensamentos religiosos e frases motivacionais, evitando posicionamentos políticos.
Os outros nomes citados na lista do STF são Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Como foi a operação da Polícia Federal?
A investigação ganhou força quando a Polícia Federal notou uma ligação entre os dois casos que envolviam vazamento de dados, detectando que o mesmo servidor – Luiz Antônio Martins – aparecia nas duas apurações. Essa sobreposição fez com que as autoridades acelerassem a operação que foi realizada nesta terça-feira.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além das buscas, os alvos da operação também tiveram seus sigilos fiscal e bancário quebrados. Eles estão proibidos de sair do País e foram afastados de suas funções, tanto na Receita Federal quanto no Serpro.
O que dizem as autoridades?
Em nota oficial, um ministro do STF se manifestou sobre os vazamentos, afirmando que o objetivo é criar “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”. Isso sugere que a intenção por trás da divulgação dessas informações sigilosas seria gerar desconfiança e questionamentos infundados sobre as autoridades.
“O vazamento de dados busca produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação.”
O comunicado do Supremo ainda alerta que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pode ter sido um dos alvos dessa devassa ilegal de informações.







