Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Seu pet destrói a casa e chora quando você sai? Pode não ser só manha

Esse comportamento pode ser um sinal de ansiedade de separação, um sofrimento real que afeta cães e gatos. Saiba como identificar e o que fazer para ajudar

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
21 de março, 2026 · 23:43 2 min de leitura

Aquele seu companheiro de quatro patas que vira uma sombra e não te deixa em paz pode estar sofrendo de verdade. Quando a casa vira um caos, com móveis roídos e latidos sem fim toda vez que você sai, o motivo pode ser a ansiedade de separação, um problema sério que precisa de atenção.

Publicidade

Esse transtorno é o pânico que o animal sente ao ficar sozinho. Ele simplesmente não consegue lidar com a ausência do dono, e o que parece frescura é, na verdade, um estresse intenso. A angústia é tão grande que afeta a saúde física e emocional do bicho.

Os sinais mais comuns são fáceis de notar: destruição de objetos, principalmente perto de portas e janelas, e uma vocalização excessiva, como latir, uivar ou miar sem parar. Fazer as necessidades no lugar errado, salivar muito e andar de um lado para o outro também são alertas, mas geralmente só acontecem quando o pet está só.

Mas o que causa isso? Geralmente, uma mudança brusca na rotina. A volta ao trabalho presencial, uma mudança de casa ou até a perda de outro animal da família podem ser o gatilho. Pets que já foram abandonados também têm mais chance de desenvolver esse medo.

Publicidade

É importante diferenciar a ansiedade de uma carência normal. Um pet carente vai procurar carinho, mas consegue relaxar e dormir mesmo que você não dê atenção. Já o animal com ansiedade não come, não bebe água e não descansa enquanto o dono não volta, entrando em desespero.

Para ajudar, comece com enriquecimento ambiental. Ofereça brinquedos que soltam comida e quebra-cabeças para manter a mente dele ocupada, principalmente nos primeiros minutos após a sua saída, que costumam ser os piores. A ideia é associar sua ausência a algo positivo.

Se as tentativas em casa não melhorarem o quadro em algumas semanas, é fundamental procurar ajuda. Um veterinário especialista em comportamento ou um adestrador podem avaliar o caso. Às vezes, o uso de medicação por um tempo pode ser necessário para acalmar o sistema nervoso do animal.

E a dica mais importante: nunca brigue ou castigue seu pet pela bagunça ou sujeira. A punição só vai aumentar o medo e piorar a situação. O caminho é o reforço positivo, a paciência e a construção de uma relação de confiança para que ele se sinta seguro mesmo sozinho.

Leia também