A Polícia Civil de Sergipe divulgou nesta semana os números do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) referentes ao primeiro semestre de 2026. O levantamento revela uma atuação intensa das forças de segurança: foram 517 prisões em flagrante registradas entre janeiro e junho, a maioria de homens autuados por crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, no âmbito da Lei Maria da Penha.
As detenções não foram obra exclusiva de uma única instituição. As prisões são resultado das ações realizadas pelas Forças de Segurança Pública, entre elas a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Guardas Municipais. O trabalho integrado também envolveu delegacias especializadas, a Casa da Mulher Brasileira e o Poder Judiciário.
Além dos flagrantes, o balanço expõe o volume investigativo do período. O Departamento instaurou mais de 2 mil inquéritos policiais, solicitou 1.208 medidas protetivas de urgência, cumpriu 51 mandados de prisão e encaminhou 1.391 inquéritos concluídos ao Judiciário.
A violência contra a mulher segue como o principal problema enfrentado pelo departamento. Somente a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher concentrou quase três quartos dos procedimentos instaurados no período, reforçando a importância da atuação especializada e da integração da rede de proteção. Foram 1.540 inquéritos abertos a partir de mais de 2 mil boletins de ocorrência, segundo informações divulgadas pelo portal A8SE.
A atuação especializada da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher resultou no encaminhamento de 1.011 medidas protetivas de urgência à Justiça durante o primeiro semestre de 2026. Outros 37 agressores de mulheres foram presos ao longo do semestre em decorrência de investigações específicas de violência doméstica.
A diretora do DAGV, delegada Mariana Diniz, destacou o peso dos dados para a população mais vulnerável. Para Mariana Diniz, os resultados demonstram o fortalecimento da confiança da população no trabalho desenvolvido pela Polícia Civil. "O meu recado para todas as mulheres é muito claro: não enfrente a violência sozinha. A Polícia Civil está aqui para acolher, investigar e proteger a sua vida. Denuncie!"
O histórico do departamento aponta para uma tendência de alta. O DAGV consolidou os dados de 2025 revelando um crescimento expressivo na procura pelos serviços de proteção e repressão a crimes contra mulheres, crianças, idosos e minorias, com um aumento de quase 50% no volume de ocorrências registradas em relação a 2024. O salto sinaliza que a maior procura reflete, ao mesmo tempo, a ampliação da confiança nas instituições e a persistência dos crimes.
Quem sofrer ou testemunhar violência doméstica pode acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de flagrante, registrar denúncia anônima pelo 181 da Polícia Civil ou buscar atendimento diretamente nas unidades do DAGV e nas DEAMs. A Central de Atendimento à Mulher também funciona pelo número 180, em âmbito nacional.







