Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Professora Juliana Santiago, assassinada em Rondônia, é cremada em Salvador

O corpo da professora Juliana Matos de Lima Santiago, que morreu esfaqueada por um aluno em Rondônia, foi cremado neste domingo (8) em Salvador, na Bahia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
08 de fevereiro, 2026 · 22:24 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O corpo da professora Juliana Matos de Lima Santiago, que perdeu a vida em um ataque violento em Rondônia na última sexta-feira (6), foi cremado neste domingo (8) em Salvador, na Bahia. A cerimônia, carregada de emoção e despedida, aconteceu no Cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro de Brotas, onde familiares e amigos se reuniram para o último adeus.

Publicidade

Juliana, de 41 anos, tinha uma vida dedicada ao serviço público e à educação. Ela era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal, compartilhando seu conhecimento e paixão pelo direito. A tragédia aconteceu de forma brutal, durante uma de suas aulas no estado de Rondônia, quando foi atacada a facadas por um aluno. O crime chocou a comunidade acadêmica e a sociedade, levantando discussões sobre a segurança em ambientes de ensino.

Após o doloroso ataque, o traslado do corpo de Juliana para a Bahia foi realizado no sábado (7). No mesmo dia, uma missa em memória da professora foi celebrada em Rondônia, reunindo colegas e admiradores que lamentaram profundamente sua partida precoce. Em Salvador, a dor da perda foi acompanhada por diversas homenagens de instituições que fizeram parte da trajetória de Juliana.

Luto e Homenagens Marcam Despedida de Juliana Santiago

O Colégio Antônio Vieira, onde Juliana estudou durante a infância e adolescência, divulgou uma nota de solidariedade, expressando o profundo pesar pela perda.

"Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro"
, dizia um trecho da mensagem, que ressaltou a importância de cultivar a empatia e o cuidado mútuo diante de tamanha violência.

Publicidade

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) também se manifestou, repudiando veementemente o assassinato da professora. A entidade destacou a gravidade do caso, enquadrando-o como um episódio lamentável de violência contra a mulher ocorrido dentro de um ambiente que deveria ser seguro para o aprendizado e o desenvolvimento. Em sua nota, a OAB-BA afirmou:

"O assassinato da professora Juliana se insere em um contexto alarmante de feminicídios e outras violências letais contra mulheres, que seguem vitimando brasileiras em razão de seu gênero, em diferentes espaços e circunstâncias"
. A declaração reforça a necessidade urgente de combater a violência de gênero em todas as suas formas e de proteger as mulheres em todos os espaços da sociedade.

Leia também